Presidente do PT diz que Alckmin pode ser o que quiser nas eleições em 2026
Edinho Silva também fala em Haddad para governo de SP, afirma que está fechado com Eduardo Paes no Rio e acena para Rodrigo Pacheco em Minas
O presidente do PT, Edinho Silva, disse nesta terça-feira (9) que o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), poderá ser o que quiser nas eleições de 2026. A declaração foi dada ao comentar as opções para a disputa ao governo de São Paulo.
Em conversa com jornalistas, Edinho afirmou que a definição só será tomada após uma conversa com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e com Alckmin.
"Precisa perguntar para o Fernando Haddad o que ele quer fazer no futuro e perguntar para o nosso vice-presidente Geraldo Alckmin. Na minha opinião, não é posição do PT, Alckmin será o que ele quiser ser. O vice-presidente Geraldo Alckmin é, na minha avaliação, hoje uma liderança nacional de primeira grandeza no Brasil", disse Edinho.
"Se ele quiser continuar sendo vice-presidente, ele será. Se ele quiser cumprir outra missão nas eleições de 2026, ele também cumprirá. Vai depender muito do que ele quiser, qual o papel que ele vai querer cumprir", completou.
Questionado se a decisão está somente entre Haddad e Alckmin, o presidente do PT citou ainda o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), como alternativa.
Em Minas Gerais, após o senador Rodrigo Pacheco (PSD) comunicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que não tem interesse em disputar o governo, Edinho disse que o PT está conversando com lideranças locais para construir um "palanque forte" no segundo maior colégio eleitoral do país. Porém, afirmou que, por ele, se Pacheco mudar de ideia, o diálogo poderá ser retomado.
"Hoje o Rodrigo [Pacheco] está dizendo que não é candidato, que não quer ser, que ele quer cuidar da vida profissional dele. É minha posição pessoal: se amanhã ele quiser reatar conosco o diálogo eleitoral em Minas, eu serei o primeiro a ir até ele e dizer 'vamos conversar'", disse Edinho. "Eu não desisti dele", completou.
No Rio de Janeiro, o dirigente afirmou que a aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD) está consolidada.
"Está resolvido, nosso candidato é o Eduardo Paes. Absolutamente nada muda nossa aliança. E nossa candidata ao Senado será a deputada federal Benedita da Silva (PT)", disse.



