Vice de Flávio oferece DNA à PGR para acelerar investigação de estupro
Deputado Alfredo Gaspar também fará pedido ao STF. Parlamentar já fez exame em produção de provas preliminar e nega acusação
Anunciado como vice de Flávio Bolsonaro (PL-SP) na disputa presidencial, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) apresentou à PGR (Procuradoria-Geral da República), nesta quinta-feira (6), uma petição na qual oferece espontaneamente seu material genético para exame de DNA e pede a rápida conclusão do procedimento preliminar aberto para apurar uma acusação de estupro contra ele.
O mesmo pedido será apresentado ao ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do caso, ainda nesta quinta-feira, mas com a solicitação de que seja fixado prazo de 72 horas para uma decisão.
"Eu estou implorando para que se faça o DNA e se dê o desfecho a esse caso", disse Gaspar, afirmando não ter tido acesso à investigação preliminar conduzida pela Polícia Federal.
A informação de que havia uma suspeita de estupro contra o deputado foi levantada durante a CPMI do INSS pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), em 28 de março. Gaspar era relator da comissão e alega ser vítima de acusação caluniosa.
A equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro afirma que o material genético do parlamentar já foi coletado em uma ação cautelar de produção antecipada de provas na Justiça de Alagoas. Assim, o exame realizado em 24 de abril deste ano está à disposição para compartilhamento com a PGR.
De todo modo, a defesa reforça que Alfredo Gaspar está à disposição para uma nova coleta, caso a PGR entenda necessária a realização de um segundo exame.
Na manifestação à PGR, a defesa afirma que o exame é a única prova capaz de afastar definitivamente a acusação e solicita que o órgão fixe um prazo curto para concluir o procedimento.
Caso o teste descarte vínculo genético com a criança mencionada na notícia de fato e não haja outros elementos de prova, os advogados pedem o arquivamento do caso.
A defesa argumenta ainda que a própria PGR já se manifestou contra a instauração de inquérito, por entender que não havia elementos suficientes, e afirma que a manutenção do procedimento preliminar causa prejuízos à imagem do parlamentar, sobretudo em ano eleitoral.
"Para a campanha, esse assunto já está encerrado. Agora esperamos que a Justiça faça a parte dela", afirmou o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha.



