8/1: Planalto minimiza ausências de Hugo e Alcolumbre em ato
Governistas dizem que falta de cúpula do Congresso estava "precificada" com possibilidade de veto ao PL da Dosimetria

A ausência dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no ato que lembrará os ataques de 8 de janeiro de 2023, no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (8), já era precificada pelo governo Lula.
De acordo com auxiliares do Executivo, a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetar, durante a cerimônia, o PL da Dosimetria não deixou espaço para a presença da cúpula do Congresso, diante do constrangimento que poderia gerar.
O projeto que diminui as penas dos participantes dos ataques às sedes dos Três Poderes e da chamada cúpula do plano de golpe, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, avançou com o aval e a costura de Motta e Alcolumbre.
Lula, segundo interlocutores, vai vetar o texto que beneficia Bolsonaro no dia em que se completam três anos dos ataques. A dúvida, até o final desta segunda-feira (7), era se o veto ocorreria durante a cerimônia ou ao longo do dia.
De todo modo, para aliados dos presidentes do Senado e da Câmara, a cerimônia deste 8 de janeiro não tem caráter institucional, mas será um evento do governo, já de olho no projeto de reeleição.
Interlocutores do governo no Congresso minimizam que o veto no dia 8/1 tenha impacto na já desgastada relação do Planalto com o Legislativo. Apostam na habilidade política de Lula para recompor com Alcolumbre e Motta no retorno do recesso parlamentar.
Por outro lado, admitem que o 8/1 é uma oportunidade para o presidente Lula reforçar o discurso em defesa da democracia e colocar a direita na defensiva relembrando os ataques e o plano de golpe.
O ato será o primeiro após a condenação a 27 anos e três meses de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que lançou seu filho primogênito, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como pré-candidato ao Planalto.



