Jussara Soares
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Em Brasília desde 2018, está sempre de olho nos bastidores do poder. Em seus 20 anos de estrada, passou por O Globo, Estadão, Época, Veja SP e UOL

Brasil sinalizou recuo em “censura”, diz advogado de Trump

Martin De Luca minimizou fim de Magnitsky a Moraes e diz que manterá foco em medidas que preocupam os EUA

O advogado Martin De Luca  • Reprodução/CNN
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O advogado Martín De Luca, que representa a Trump Media e a plataforma Rumble, minimizou a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, das sanções da Lei Magnitsky nesta sexta-feira (12).

De Luca, que está à frente de processos contra Moraes na Justiça americana, disse que as sanções são uma forma de pressão e que as autoridades brasileiras têm sinalizado aos EUA “disposição para recuar em práticas de censura e de lawfare”.

O grupo de mídia do presidente dos EUA, Donald Trump, e a Rumble recorreram à Justiça norte-americana para acusar Moraes de “censurar” as plataformas e suspender contas de usuários.

O advogado também fez referência à aprovação, nesta semana, na Câmara dos Deputados, do PL da Dosimetria, que prevê a diminuição da pena para o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pela tentativa de golpe de Estado.

“Sanções não são um fim em si mesmas. Elas são uma forma de pressão para produzir mudanças. As autoridades brasileiras vêm tentando negociar com seus interlocutores nos Estados Unidos, e a recente votação na Câmara e outras medidas foram passos visíveis, mas não os únicos. O que vem a seguir dependerá de saber se essa correção de rumo será real”, disse em mensagem enviada à CNN Brasil.

De Luca afirmou ainda que, apesar da retirada das sanções, o foco seguirá na reversão de medidas que considera censura e que causam preocupação nos Estados Unidos.

“Nosso foco permanece na reversão das medidas de censura que despertaram ampla preocupação nos Estados Unidos. Esperamos e acreditamos que as autoridades brasileiras cumpram os compromissos que assumiram”, completou.