Cúpula do União cogita expulsão compulsória de Sabino
Executiva do partido se reúne na quarta-feira (8) para decidir futuro de ministro do Turismo

A cúpula do União Brasil já cogita a expulsão compulsória do ministro do Turismo, Celso Sabino, que, apesar do ultimato da legenda, resiste em deixar o governo Lula. A decisão será tomada em reunião da executiva prevista para a manhã de quarta-feira (8).
Segundo apurou a CNN, caso não seja expulso do partido, Sabino deverá perder o controle do diretório do União no Pará, onde é presidente.
Deputado licenciado, Sabino entregou sua defesa nesta segunda-feira (6) no processo disciplinar aberto contra ele por não seguir a determinação de deixar o cargo de ministro.
O caso é relatado pelo deputado Fabio Schiochet (União-SC), que deverá tentar uma última conversa com Sabino antes de fechar seu relatório.
A irritação na cúpula é que Sabino tem sistematicamente descumprido as orientações do partido, que estabeleceu prazo para que filiados, em especial do primeiro escalão, deixassem o governo. Interlocutores da legenda, porém, não descartam um acordo, diante das reviravoltas que o caso já apresentou.
Embora emissários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentem um acordo, integrantes do União não veem neste momento possibilidade de uma licença para o ministro seguir no governo.
No início de setembro, PP e União, que formaram uma federação partidária, anunciaram a saída do governo. O ultimato foi dado em meio às articulações do Centrão pela anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado e pela defesa aberta de uma candidatura de direita.
O União Brasil, por sua vez, no dia 18 de setembro, deu 24 horas para o desligamento, “sob pena de prática de ato de infidelidade partidária”.
A medida foi anunciada após o presidente da sigla, Antonio Rueda, passar a constar nas investigações da PF (Polícia Federal) sobre a infiltração da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) nos setores financeiro e de combustíveis no Brasil.
Apesar disso, o ministro do Turismo só anunciou seu pedido de demissão na última sexta-feira (25).
Ainda assim, Sabino não deixou o cargo. Ele viajou com o presidente Lula para o Pará, seu estado, na última quinta-feira (2), para participar da entrega de obras relacionadas à realização da COP-30.
Sabino quer disputar o Senado com o apoio do presidente Lula, mas tenta não perder o controle do partido no seu estado.



