Ex-comandante do Exército demitido por Lula depõe em processo de golpe
General Júlio César Arruda e outros sete militares foram convocados como testemunhas de Mauro Cid; a defesa do ex-ajudante de ordens quer mostrar que ele apenas cumpria sua função

Demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) logo após os ataques às sedes dos Três Poderes, o ex-comandante do Exército, general Júlio César de Arruda, presta depoimento nesta quinta-feira (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
O general e outros sete militares foram convocados como testemunhas do tenente-coronel Mauro Cid. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) firmou acordo de colaboração premiada em agosto de 2023. O depoimento das testemunhas está marcado para a partir da 8h.
O objetivo da defesa é que os depoimentos possam confirmar que Mauro Cid cumpria uma função institucional e corroborar que uma tentativa de golpe de Estado não era tratada pelo tenente-coronel.
Entre as testemunhas estão generais que foram comandantes de Cid e outros militares que foram subordinados do tenente-coronel.
O nome de mais destaque no rol de testemunhas é do general Júlio César Arruda. Nomeado comandante do Exército no início do governo Lula, Arruda acabou sendo demitido depois de 23 dias, desgastado pelos desdobramentos dos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
Na ocasião, um dos motivos apontados para a queda do comandante era justamente a resistência dele em impedir que Mauro Cid assumisse o 1º Batalhão de Ações e Comandos, unidade de Operações Especiais.
A atitude foi vista como mais um caso de quebra de confiança pelo presidente Lula. Cid acabou barrado no posto pelo atual comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva.
Também serão ouvidos os generais Edson Diehl Ripoli e João Batista Bezerra Leonel Filho. Entre as testemunhas, estão os capitães Adriano Alves Teperino e Luís Marcos dos Reis, que atuaram com Cid na ajudância de ordens da presidência.



