Jussara Soares
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Jussara Soares

Em Brasília desde 2018, está sempre de olho nos bastidores do poder. Em seus 20 anos de estrada, passou por O Globo, Estadão, Época, Veja SP e UOL

Exército foi avisado de prisão de Cid na manhã desta sexta

Militares acompanharam operação da Polícia Federal na casa do tenente-coronel, em Brasília

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O Exército foi comunicado, na manhã desta sexta-feira (13), pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do mandado de prisão contra o tenente-coronel Mauro Cid. Militares acompanharam a operação da Polícia Federal na casa do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília.

Ao determinar a prisão preventiva, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes disse que a Polícia Federal (PF) deveria evitar a espetacularização da medida.

"A autoridade policial responsável pelo cumprimento do mandado deverá evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática", escreveu o relator na decisão sigilosa à qual a CNN teve acesso.

A PF usou uma viatura descaracterizada para cumprir o mandado de prisão contra o tenente-coronel. Um carro cinza, configurado como “dichavado”, foi até a casa do militar. Não houve sirene nem emblema da PF.

A decisão, entretanto, foi revogada enquanto os policiais ainda estavam na residência do tenente-coronel. Houve busca e apreensão de celulares e Cid foi levado para prestar um novo depoimento à Polícia Federal.

Delator na investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, o militar foi alvo de operação por suspeita de atuar para deixar o país. O ex-ministro do Turismo Gilson Machado teria tentado obter a expedição de um passaporte português para Cid.

Procurado pela CNN, o Supremo não detalhou as justificativas ou argumentos de Moraes em relação à revogação da prisão de Cid.