Influenciadores negam temer investigação sobre ataques ao BC: "Há provas"
Dono do Banco Master disse não ter ordenado ofensiva digital e ser vítima de difamação

Influenciadores que relataram ter sido procurados por agências de marketing digital para fazer publicações contrárias à liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central afirmam não temer uma investigação da Polícia Federal (PF).
À CNN, eles disseram que há provas sobre o contato e a oferta para disseminar informações críticas ao BC e favoráveis ao Master. A PF já apura uma ação coordenada de mais de 40 perfis, incluindo influenciadores das áreas de entretenimento, com ataques à instituição.
Após as denúncias, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou uma petição ao ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), negando relação com a ofensiva contra o BC nas redes sociais.
Os advogados do empresário afirmaram ainda que Vorcaro é vítima de difamação e pediram a abertura de uma nova investigação sobre fake news e crimes contra a honra.
“Eu tenho as provas de que a empresa entrou em contato comigo, o contrato de confidencialidade. Qualquer dúvida terá que questionar a empresa de marketing”, disse Rony Gabriel, vereador de Erechim (RS) pelo PL.
Com mais de 1,7 milhão de seguidores apenas no Instagram, o vereador revelou ter sido procurado no dia 20 de dezembro por um representante de uma empresa para fazer o “gerenciamento de reputação e gestão de crise para um grande executivo”.
Ao fazer a proposta, o representante, em conversa com um assessor do vereador, disse que seria necessário assinar um contrato de confidencialidade para avançar nos detalhes. A multa por romper o sigilo é de R$ 800 mil.
No documento ao qual a CNN teve acesso, a proposta é denominada “Projeto DV”. Para o vereador, as iniciais correspondem ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Com mais de 1,5 milhão de seguidores, a jornalista e influenciadora Juliana Moreira Leite, que também afirmou ter sido procurada por outra empresa com proposta similar, disse que não há temor em relação à investigação. À CNN, ela enviou áudio e prints da abordagem.
“(A investigação) deve preocupar apenas quem recebeu dinheiro sujo para difamar o BC”, afirmou Juliana.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que, no fim de dezembro, “foi identificado um volume atípico de menções à entidade e a seus representantes, associadas ao noticiário sobre a liquidação de uma instituição financeira”.



