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    Jussara Soares
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    Jussara Soares

    Em Brasília desde 2018, está sempre de olho nos bastidores do poder. Em seus 20 anos de estrada, passou por O Globo, Estadão, Época, Veja SP e UOL

    Lágrimas, gritos e pedido de silêncio para ouvir Moraes: a reação no gabinete de Moro diante da absolvição no TSE

    Por unanimidade, TSE rejeita recursos pela cassação do mandato do ex-juiz da Lava Jato

    Assim que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria contra a cassação do senador Sergio Moro (União-PR), já não se podia conter as lágrimas, palmas e gritos dentro do gabinete do parlamentar nesta terça-feira (21).

    A sequência de votos a favor da absolvição no processo por abuso de poder econômico foi acompanhada de festa até o próprio Moro interromper a comemoração.

    Ele queria silêncio para ouvir o voto do presidente da Corte Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, segundo pessoas presentes no gabinete.

    “Pode falar, presidente”, disse o ex-juiz da Lava Jato, que não queria apenas a absolvição, mas também a unanimidade.

    Moraes entregou o que Moro queria e garantiu a permanência do ex-juiz no Senado por sete votos a zero. E os gritos — ainda mais altos — foram ouvidos no corredor do Senado, do lado de fora do gabinete de Moro.

    O senador acompanhou o julgamento que poderia selar seu destino na política ao lado da mulher, a deputada federal Rosângela Moro (União-SP). Também estavam presentes os suplentes do senador, o advogado Luís Felipe Cunha e o empresário Ricardo Augusto Guerra, além de assessores próximos.

    Segundo relatos feitos à CNN, o clima era de otimismo, mas o acordo era evitar manifestações públicas antes do fim de julgamento para não parecer um desrespeito ao Judiciário e dizer que o resultado era aguardo com “serenidade.”

    Nos bastidores, porém, havia uma indisfarçável confiança, segundo relatos à CNN. A deputada Rosângela Moro tinha com ela um boné estampado com o sobrenome para aguardar o julgamento.

    A confiança de Moro — e também de aliados — foi calcada nos movimentos nos bastidores em busca de apoio e para vencer resistências na Corte Eleitoral. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi um dos que intercederam ao presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, pela manutenção do mandato do ex-juiz da Lava Jato.

    Ao deixar o seu gabinete, Moro evitou se estender nas declarações, como registrou a repórter Carol Rosito: “Julgamento muito técnico, independente. Temos que elogiar a independência do judiciário brasileiro. Falarei mais amanhã (quarta-feira)”, disse.

    No X (antigo Twitter), Moro escreveu: “Os boatos sobre a cassação de meu mandato foram exagerados. Em julgamento unânime, técnico e independente, o TSE rejeitou as ações que buscavam, com mentiras e falsidades, a cassação do meu mandato. Foram respeitadas a soberania popular e os votos de quase dois milhões de paranaenses.

    No Senado, casa legislativa que integro com orgulho, continuarei honrando a confiança dos meus eleitores e defendendo os interesses do Paraná e do Brasil.”
    Mulher do senador, Rosângela Moro disse que os dois venceram mais uma dura batalha. “Hoje é dia para enaltecer a justiça, agradecer aos familiares, amigos, eleitores e equipes que nos acompanharam a cada dia nessa jornada de injustiças. Que venham as próximas batalhas. Que os perdedores aprendam a aceitar a derrota, pois essa é a verdadeira essência da democracia”, declarou a deputada em nota.