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    Jussara Soares

    Jussara Soares

    Em Brasília desde 2018, está sempre de olho nos bastidores do poder. Em seus 20 anos de estrada, passou por O Globo, Estadão, Época, Veja SP e UOL

    PL discute como será rotina na sede do partido com proibição de contato entre Bolsonaro e Valdemar

    Presidente da legenda tem retorno em Brasília na próxima segunda-feira

    PL discute como será rotina na sede do partido com proibição de contato entre Bolsonaro e Valdemar
    PL discute como será rotina na sede do partido com proibição de contato entre Bolsonaro e Valdemar

    O retorno de Valdemar Costa Neto a Brasília está previsto para a próxima segunda-feira (19). E o PL discute como será a rotina na sede do partido a partir de agora.

    Isso porque o ex-presidente Jair Bolsonaro tem escritório no local e é de lá que despacha desde que retornou de Angra do Reis (RJ), na última quarta-feira (14).

    Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro está proibido de falar com os demais investigados pela suposta tentativa de golpe, o que inclui Valdemar Costa Neto.

    O presidente do PL está em São Paulo desde a noite de sábado (10), quando deixou a Superintendência da Polícia Federal. Alvo de busca e apreensão Polícia Federal, ele passou duas noites preso por ser flagrado com outo de garimpo e por posse ilegal de arma.

    O PL tem duas salas em um prédio em Brasília. De um lado, fica a sede da legenda, onde Valdemar tem seu escritório e recebe integrantes do partido. Quando Bolsonaro perdeu as eleições, o PL alugou uma sala ao lado para abrigar o ex-presidente e sua equipe.

    Embora as salas tenham entradas diferentes e possuam recepções próprias, é comum que as equipes dos dois escritórios circulem livremente pelos dois locais.

    A defesa do ex-presidente já pediu ao STF que Bolsonaro seja autorizado a manter contato com Valdemar, alegando que a proibição pode trazer “prejuízos irreparáveis” ao exercício democrático e ao processo eleitoral.

    Segundo advogados, a decisão de proibir o contato entre os investigados, em ano eleitoral, “compromete não apenas a atividade política partidária, mas também a essência do debate democrático”.

    Outro investigado com escritório na sede do PL é o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa. Ele, porém, está no Rio de Janeiro.