Análise: Flávio tenta aumentar rejeição a Lula em lançamento de campanha
Buscando conquistar o eleitor de centro, candidato do PL abordou temas considerados espinhosos para o adversário como Lulinha e irregularidades no INSS

Durante evento de lançamento de campanha, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) fez um discurso que teve como alvo um público específico: o eleitor de centro que não gosta de radicalismo.
Visando aproveitar o momento de queda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto, segundo algumas pesquisas, Flávio priorizou temas como segurança pública - que o PT sempre teve dificuldades - e abordou as recentes crises que o Palácio do Planalto enfrenta.
O escândalo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) também foi mencionado, enquanto Flávio Bolsonaro tentava defender seu vice Alfredo Gaspar (PL/AL), que tem sido acusado pela oposição de estupro de vulnerável.
Ex-presidente da CPI do INSS, Gaspar é a tentativa de Flávio de crescer no eleitorado que não se vê como "bolsonarista", mas está cansado dos escândalos.
Falando em escândalo, Flávio aproveitou o lançamento de campanha para citar também Lulinha. O empresário Fábio Luís Lula da Silva é filho do presidente e investigado pela Polícia Federal.
O senador ainda citou o caso de Marcola - ex-chefe de gabinete pessoal da Presidência, que deixou a coordenação da campanha de reeleição de Lula após a Polícia Federal descobrir um repasse financeiro de R$ 249 mil feito a ele pela empresária Roberta Luchsinger. O candidato se referiu à situação com a expressão "Marcolão".
Em relação ao "tarifaço", Flávio Bolsonaro preferiu passar pelo tema quase de forma despercebida, disse apenas que " o atual governo briga com países que estão a 10 mil quilômetros de distância da gente", já que sabe que para ele, esse sim, é um tema espinhoso
