Análise: Planalto vê “ganha-ganha” com saída de Anielle do governo
Eleição da irmã de Marielle em 2026 é considerada “fácil”; desempenho como ministra é criticado por aliados

O anúncio oficial por parte da própria Anielle Franco — que confirmou que deixará o comando do Ministério da Igualdade Racial para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro — resolveu dois problemas para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo interlocutores, primeiro, Lula estava insatisfeito com o comando de Anielle à frente da pasta e, com a saída a pedido da própria ministra, não terá que enfrentar o desgaste que geraria uma demissão.
O presidente teria se queixado da falta de ações importantes por parte do ministério durante os últimos anos. Segundo fontes, a atuação de Anielle foi comparada com a da ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade.
Para Lula, as duas são excelentes, experientes e técnicas, mas não teriam conseguido acelerar projetos, publicizar medidas tomadas e fortalecer a imagem do governo.
O segundo problema que o presidente teria conseguido “resolver” com o anúncio da demissão de Anielle é eleitoral. Lula estaria otimista com a candidatura da ministra.
O entendimento é que a irmã da vereadora assassinada Marielle Franco é um nome forte, que tem tudo para ser eleita e ajudar o partido nos próximos anos.
Isso, claro, se Lula for reeleito. O presidente ainda estuda nomes para substituir Anielle Franco no Ministério da Igualdade Racial.



