Larissa Rodrigues
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Larissa Rodrigues

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PF: Ibaneis agiu de forma direta para viabilizar compra do Master pelo BRB

Investigação aponta ainda que ex-governador do DF validou “decisões operacionais críticas” do Banco de Brasília

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Relatórios da PF (Polícia Federal) afirmam que houve uma "atuação direta" do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) durante tentativa de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília).

Segundo documentos, Ibaneis “não se limitou ao exercício regular de suas prerrogativas”, autorizou aumento de capital, articulou com agentes privados envolvidos na operação, além de validar “decisões operacionais críticas” envolvendo o BRB.

Para a PF, conversas recuperadas “demonstram que decisões estratégicas relevantes eram submetidas previamente” à apreciação do então governador, “evidenciando centralização decisória e interferência política direta na condução da instituição financeira pública”.

Ainda de acordo com as investigações, Ibaneis Rocha teria agido em interesses específicos, em detrimento dos princípios de impessoalidade, moralidade e interesse público.

O relatório produzido pela PF é baseado em troca de mensagens recuperadas entre Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Daniel Vorcaro, dono do Master. Os dois estão presos na Papudinha, em Brasília.

O que diz Ibaneis Rocha

A CNN entrou em contato com a defesa de Ibaneis Rocha. Em nota, os advogados dissem que o ex-governador "não pressionou e tampouco teve qualquer ingerência nas operações realizadas pelo BRB".

"Como se constata da leitura do documento, o ex-presidente do banco detinha total autonomia para condução das negociações em nome da instituição financeira. O contato com Ibaneis Rocha se deu em contexto natural, institucional e republicano, considerando os cargos ocupados por ambos", disse a defesa.

"Por fim, importante ressaltar que o próprio relatório demonstra que Ibaneis Rocha não é interlocutor direto em nenhuma mensagem com Daniel Vorcaro e seu nome somente é mencionado pela Polícia Federal em quatro oportunidades, o que não permite imputar qualquer responsabilidade ao ex-Governador", prosseguiu.