Sindicato pede proteção para brasileiros que trabalham no Irã e em Israel
Cerca de 15 servidores do Itamaraty trabalham nos países do Oriente Médio; maioria levou familiares
O SindItamaraty (Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores) afirmou estar preocupado com os servidores do Itamaraty que atualmente trabalham lotados no Irã e em Israel.
Segundo a instituição, diante da escalada do conflito no Oriente Médio, o governo brasileiro precisa monitorar as condições de segurança nesses postos para adotar “medidas que reforcem a proteção dessas pessoas e até mesmo uma eventual remoção temporária”.
O SindItamaraty afirma ainda que essa não é a primeira vez que o sindicato precisa se posicionar publicamente pedindo o aumento da segurança para os servidores do Ministério das Relações Exteriores que atuam fora do Brasil. Cerca de 15 funcionários estão lotados no Irã e em Israel. A maioria está acompanhada de seus familiares.
“Diante da persistência de um contexto internacional instável, com guerras em curso na Europa e no Oriente Médio, a proteção dos servidores e seus familiares deve estar no centro das discussões”, completa o sindicato.
A troca de ataques entre Israel e Irã começou no último dia 13, quando o governo israelense lançou uma ofensiva direcionada ao centro do programa nuclear iraniano e aos altos líderes militares do país. Teerã iniciou a retaliação logo em seguida, aumentando novamente os temores de um conflito mais amplo no Oriente Médio.
Desde o início da manhã desta terça (24), os Estados Unidos anunciaram um cessar-fogo entre os dois países, mas novos bombardeios teriam ocorrido.



