A linguagem da Copa: como a Seleção Brasileira também ensina inglês
Convocação da Seleção Brasileira para a Copa de 2026 destaca como o esporte globaliza vocabulário e aproxima idiomas em preparação para o mundial nos EUA

A convocação (“call-up”) da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo (“World Cup”) de 2026, nos Estados Unidos, vai muito além do aspecto esportivo. A lista anunciada pelo técnico (“head coach”) Carlo Ancelotti também mostra como o futebol moderno se tornou uma poderosa ferramenta de aprendizado da língua inglesa.
Hoje, acompanhar futebol internacional significa entrar em contato diariamente com termos usados em inglês por jornalistas, comentaristas, treinadores e jogadores ao redor do mundo. Expressões como goleiro (“goalkeeper”), zagueiro (“center back”), atacante (“striker”) e ponta (“winger”) já fazem parte do vocabulário global do esporte.
Entre os goleiros (“goalkeepers”), o Brasil chega extremamente forte com Alisson, Ederson e Weverton. Na defesa (“defense”), jogadores como Marquinhos, Gabriel Magalhães e Bremer atuam como zagueiros (“center backs”), enquanto Danilo e Wesley aparecem como laterais-direitos (“right backs”). Pelo lado esquerdo, Alex Sandro e Douglas Santos ocupam a função de laterais-esquerdos (“left backs”).
No meio-campo (“midfield”), Carlo Ancelotti aposta na experiência de Casemiro e Fabinho, ambos volantes defensivos (“defensive midfielders”), além de Bruno Guimarães, que exerce uma função mais organizadora como volante (“holding midfielder”). Lucas Paquetá aparece como meia ofensivo (“attacking midfielder”), responsável pela criação das jogadas (“playmaking”).
Já no ataque (“attack”), a Seleção apresenta velocidade (“speed”), habilidade (“skill”) e juventude (“youth”). Vinicius Jr. e Gabriel Martinelli atuam como pontas-esquerdas (“left wingers”), enquanto Raphinha e Luiz Henrique jogam como pontas-direitas (“right wingers”). Neymar assume uma função híbrida entre meia ofensivo (“attacking midfielder”) e atacante (“forward”), com liberdade de movimentação. Endrick e Igor Thiago aparecem como centroavantes (“strikers”), posição tradicionalmente responsável pelos gols (“goals”).
Além das posições, o futebol também apresenta diversas expressões importantes para quem deseja aprender inglês por meio do esporte.
O time titular é chamado de “starting lineup” ou “starting eleven”. Já o time reserva pode ser chamado de “bench” ou “reserve team”. O treinador (“head coach”) normalmente divulga a escalação (“lineup”) antes do início da partida (“match” ou “game”).
Outras expressões muito comuns incluem:
• Torcida (“fans” ou “supporters”)
• Estádio (“stadium”)
• Árbitro (“referee”)
• Cartão amarelo (“yellow card”)
• Cartão vermelho (“red card”)
• Pênalti (“penalty kick”)
• Falta (“foul”)
• Escanteio (“corner kick”)
• Substituição (“substitution”)
• Prorrogação (“extra time”)
• Disputa de pênaltis (“penalty shootout”)
• Capitão (“captain”)
• Fase de grupos (“group stage”)
• Mata-mata (“knockout stage”)
• Final (“final”)
• Campeão (“champion”)
Mais do que decorar palavras isoladas, aprender inglês por meio do futebol permite associar vocabulário a situações reais, emocionais e altamente presentes no cotidiano de milhões de pessoas. O esporte cria contexto, repetição e conexão emocional, elementos fundamentais no processo de aprendizagem de uma nova língua.
Não é coincidência que muitos brasileiros desenvolvam familiaridade com o inglês assistindo a entrevistas pós-jogo (“post-match interviews”), acompanhando clubes europeus nas redes sociais ou lendo notícias internacionais sobre os principais jogadores do mundo.
Em uma Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos, país onde o inglês domina o ambiente esportivo e midiático, esse contato será ainda mais intenso. E talvez esteja aí uma das maiores forças do futebol moderno: além de unir culturas e paixões, ele também aproxima idiomas e transforma o aprendizado em algo natural, atual e global.



