Leonardo Reis
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Leonardo Reis

Mestre em Linguística, empreendedor, autor e fundador da American English Academy, promovendo a inclusão através da educação

Lei da atração: Amanda Bosa explica método e prática

Criadora do Método LAVA une espiritualidade e ciência para ajudar pessoas

Pessoa escrevendo com um lápis em uma folha de papel
Como usar a lei da atração na educação  • Alexander Van Steenberge/Unsplash
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Olá, tudo bem? Seja bem-vindo ao Blog do Leo Reis, aqui na CNN Brasil. Hoje eu estou com a companhia de Amanda Bosa, comunicadora e visionária que une espiritualidade, ciência e lei da atração de forma prática, inteligente e sem superficialidade.

No Instagram, ela se tornou referência por ensinar manifestação consciente como método. Amanda é estudante de medicina veterinária, pesquisadora do comportamento humano e criadora do Método LAVA, que ajuda pessoas a desenvolver hábitos mentais, elevar a vibração emocional e alinhar pensamentos, sentimentos e ações com um propósito maior.

Confira a entrevista com Amanda Bosa na íntegra a seguir. 

Leo Reis: Amanda, seja bem-vinda à primeira temporada de entrevistas do meu blog na CNN.

Amanda Bosa: Obrigada, Leo! Muito feliz pela oportunidade. Espero que essa entrevista inspire outras pessoas.

Leo Reis: Da veterinária ao comportamento humano: como surgiu esse paralelo?

Amanda Bosa: A veterinária sempre foi minha paixão desde a adolescência, mas eu também tinha dúvida entre veterinária e psicologia. Escolhi veterinária naquele momento, porém, depois encontrei um propósito verdadeiro em ajudar pessoas a manifestarem o que merecem. Comecei a estudar lei da atração há cerca de 4 anos, com mentores como Bob Proctor, lendo e aplicando exercícios na minha vida. Vi resultados e comecei a comentar com amigas e elas também começaram a aplicar e ver mudanças.

Passei a falar sobre isso no meu Instagram pessoal, sem intenção, e as pessoas se interessaram. Então criei um perfil focado nisso: Amada Manifestação. O nome veio do significado do meu nome, Amanda (“digna de ser amada”), e virou “Amada Manifestação”. A resposta das pessoas foi muito gratificante e eu entendi que aquilo era meu propósito.

Leo Reis: O poder das palavras: como a linguagem influencia a manifestação?

Amanda Bosa: A palavra tem um poder enorme na nossa vida e na vida dos outros. O que a gente fala, pensa e sente tende a se materializar. Existe até experimentos mostrando impacto de palavras e intenção e eu fiz um teste com arroz: dois potes, um com “amor” e outro com “ódio”. Durante dias, eu falava afirmações positivas para um e palavras negativas para o outro. Em sete dias, o pote “negativo” escureceu; o outro ficou branco.

Quando você se olha no espelho e afirma “eu sou capaz”, isso dá um comando direto ao subconsciente onde ficam crenças limitantes. E a chave é repetição, porque você muda o subconsciente repetindo novas mensagens. Por isso eu posto afirmações diariamente: elas ajudam a elevar vibração, mudar crenças e influenciar o que você atrai.

Leo Reis: Como mentalidade e autoimagem influenciam o processo de aprender uma segunda língua, especialmente para quem diz “eu não sou bom com idiomas”?

Amanda Bosa: Eu mesma sou esse público, mas estou reprogramando isso. Na infância, quando eu tentava falar inglês, minha mãe ria de mim. Isso ficou guardado como medo de ser zombada, e virou uma autoimagem: “Eu não sou capaz”. Muitas pessoas travam por experiências assim.

A gente aprende o português com repetição: ouvindo os pais, repetindo palavras o tempo todo. O inglês é a mesma lógica: repetição.

A mentalidade é tudo. Eu até acho que as escolas deveriam ter uma matéria só de mentalidade. A gente precisa reprogramar a autoimagem, sair do vitimismo e entender: eu sou capaz de aprender.

Leo Reis: No Método LAVA você fala de reconstrução de identidade. Como você identifica que a pessoa está pronta para mudar? Ela precisa “chegar no fundo do poço”?

Amanda Bosa: Quem busca o Método LAVA geralmente já está consciente de que precisa mudar. É alguém cansado de viver na miséria, em um relacionamento infeliz, preso em padrões.

Muita gente prefere a ignorância, o vitimismo e a zona de conforto que é confortável, mas não transforma. Para evoluir, precisa sair da zona de conforto e curar feridas.

No método, a pessoa identifica as crenças predominantes (como não merecimento, autossabotagem). Eu trabalho com “13 crenças” (que eu chamo de “cinzas”), e a pessoa descobre de onde elas vieram: infância (na maioria), repetição social, traumas.

Depois vem a ressignificação, com exercícios de perdão e gratidão, e a virada de chave: sair do “por que isso aconteceu comigo?” para “o que eu posso fazer daqui em diante?”.

Leo Reis: Espiritualidade, ciência e lei da atração: como você equilibra tudo isso?

Amanda Bosa: Para mim, está tudo conectado. A Bíblia tem princípios de lei da atração: “Peça e será atendido”, fala sobre o poder das palavras e diz que somos imagem e semelhança de Deus. Se somos imagem e semelhança, temos poder de cocriar com Deus.

A ciência também comprova o poder do pensamento, do sentimento e das emoções. A intensidade emocional influência nossa vibração e o que atraímos.

Eu não sigo uma religião específica, mas acredito em Deus. Eu oro e peço com fé, gratidão e certeza porque a lei da atração fala de fé inabalável. Se você pede algo vibrando ansiedade e escassez, tende a bloquear; precisa vibrar na certeza.

Leo Reis: Cite algumas práticas para mudar a mentalidade financeira.

Amanda Bosa: Dinheiro é energia. Se eu não tenho e você tem, o que nos diferencia é a mentalidade e a vibração. Eu gosto de exercício com papel e caneta: escrever no presente como se já tivesse acontecido:

“Eu sou muito feliz e grata por ter R$ 5.000 na minha conta” ou “por ter um salário de R$ 50.000 por mês”.

Faço manhã, tarde e noite. Quanto mais você escreve e sente, mais fácil materializar. O segredo é sentir.

Se a pessoa foca na dívida e no vitimismo, não sai do lugar. Ou você escolhe mudar, ou continua culpando governo, pais, signo… Nós tendemos a terceirizar. E, gostando ou não, você manifestou o lugar onde está hoje com o que fez até então.

Leo Reis: O que evitar dizer e sentir para não atrair o “pior”?

Amanda Bosa: Cuidar com a intensidade emocional. Situações ruins acontecem, mas tentar ver um lado positivo: às vezes você foi traída e aquilo te livrou de alguém que não te valorizava; às vezes foi assaltada e você está viva.

O cérebro pensa muito, mas precisamos organizar pensamentos e não viver no piloto automático.
Evitar frases como: “Eu não sou capaz”, “eu não consigo”, “tenho medo”, “isso não vai dar certo”. Em hipótese alguma.

E praticar gratidão: sempre existe algo para agradecer. Reclamar baixa energia. Quem sobe de patamar é quem agradece.

Leo Reis: E quando convivemos com pessoas negativas; amigos, colegas, até família, como lidar?

Amanda Bosa: Se for alguém de fora e a pessoa não quer se ajudar, eu me afasto. A gente é a média das cinco pessoas com quem convive.

Com família é mais difícil. Aí o caminho é tentar ajudar com recursos (terapia, por exemplo), manter neutralidade e entender que ela está no nível de consciência dela.

Eu também me “blindo” energeticamente: visualizo um círculo dourado ao meu redor e mentalizo que a energia negativa bate e não me atinge. E eu oro e gosto muito do Salmo 91 e do Credo.

Como os conteúdos que consumimos afetam nosso campo energético

Leo Reis: Filmes de terror, violência, notícias pesadas… isso afeta o nosso campo energético?

Amanda Bosa: Afeta. Precisamos filtrar o que consumimos. Não é para ser alienado, mas ficar horas consumindo tragédia e violência baixa a vibração.

O sentimento gera vibração; vibração gera frequência; e isso atrai experiências.

A música também influencia muito: eu uso música para elevar vibração, me sentir poderosa. Até louvores, eu prefiro os que elevam, não os de vitimismo.

Leo Reis: Existe alguma explicação psicológica para gostarmos tanto do alarmante?

Amanda Bosa: Não tenho um estudo específico aqui, mas sei que o subconsciente se acostuma com o que viu na infância. Se você cresceu vendo violência, acha normal.
Também pode gerar uma dopamina rápida. E, infelizmente, notícia ruim vende. É triste, mas é o que engaja.

Leo Reis: Atletas usam muito afirmações antes de performar. Isso está se espalhando mais?

Amanda Bosa: Sim. Antes era banalizado: “pensar positivo”, “lei da atração”, “coach”. Mas hoje as pessoas veem resultados. E resultados falam.

Atletas de alta performance usam muito: “eu sou capaz”, “eu vou conseguir”. Tem vários exemplos em documentários: é impressionante como usam o poder da mente e da palavra.

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