Julgamento de extradição de foragidos do 8/1 na Argentina é adiado
Audiência será realizada no dia 24 de junho; ela coincidiria com data limite para Cristina Kirchner se apresentar à Justiça para ser presa

O julgamento sobre a extradição de cinco condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes do Brasil que estão presos na Argentina foi adiado para a próxima terça-feira (24).
A CNN apurou com fontes ligadas ao julgamento que a audiência liderada pelo juiz federal Daniel Rafecas, do Tribunal Criminal número 3, que estava marcada para esta quarta-feira (18), foi postergada porque estava previsto que a ex-presidente Cristina Kirchner se apresentasse à Justiça neste mesmo dia.
O Tribunal Criminal número 2, que julgou a ex-presidente, fica no mesmo edifício do tribunal de Rafecas, juiz que emitiu os mandados de prisão contra os foragidos do 8/1 no país, após pedido de extradição pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A avaliação era a de que a coincidência dos eventos impediria a realização do julgamento da extradição dos brasileiros Joelton Gusmão de Oliveira, Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, Joel Borges Correa, Wellington Luiz Firmino e Ana Paula de Souza, condenados a penas que variam entre 13 e 17 anos de prisão no Brasil.
O peronismo havia prometido fazer nesta quarta-feira (18) uma das maiores mobilizações da história política da Argentina para acompanhar a ida de Cristina Kirchner ao tribunal.
Além de Kirchner, os demais condenados no processo judicial do esquema de corrupção envolvendo 51 licitações de obras rodoviárias no sul argentino durante os governos da peronista também foram intimados a se apresentarem no tribunal até esta quarta para que suas prisões sejam efetuadas.
Nesta terça, a Justiça argentina concedeu prisão domiciliar à ex-presidente. Assim, ela não terá que se dirigir ao tribunal na quarta.
De toda forma, o adiamento da audiência sobre a possível extradição dos condenados do 8/1 se mantém.
A defesa de Kirchner afirma que ela foi condenada por um ato do qual não participou e alega proscrição política, já que ela também foi proibida de ocupar cargos públicos de forma vitalícia.



