Luciana Taddeo
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Luciana Taddeo

Correspondente de América Latina, sediada há mais de 10 anos na Argentina. Morou na Venezuela.

Peru reforça fronteira após Chile começar expulsão de imigrantes

Governo peruano fala em “alerta máximo” e mobiliza policiais e drones para evitar imigração irregular

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O governo do Peru anunciou que reforçará as patrulhas na fronteira ao sul do país para impedir a entrada não autorizada de estrangeiros em seu território.

A medida do Ministério do Interior é tomada após o Chile, país que faz fronteira com o Peru, iniciar voos de deportação de imigrantes irregulares na quinta-feira (16) .

O reforço inclui a mobilização de mais de cem policiais, uma frota de veículos e o uso de drones e torres de iluminação para ampliar a vigilância na região de Tacna.

De acordo com o governo, os responsáveis pelo controle fronteiriço estão em “alerta máximo” para responder a possíveis impactos das medidas migratórias adotadas pelo país vizinho.

As patrulhas serão realizadas com viaturas, quadriciclos e motos, e contam com o apoio de drones operados por uma equipe especializada para monitoramento em tempo real de zonas de difícil acesso.

O plano também prevê o uso de 10 torres de iluminação “estrategicamente localizadas para evitar o trânsito por passagens não habilitadas”.

Apesar do reforço, as autoridades afirmam que não houve um aumento incomum do fluxo migratório desde o início das expulsões do Chile.

“A vigilância se mantém firme e permanente”, diz o governo.

Chile inicia expulsões de imigrantes

Na quinta (16), o presidente chileno, José Antonio Kast, começou a cumprir sua promessa de campanha de expulsar imigrantes irregulares, com o primeiro voo de deportação de estrangeiros.

O voo da Força Aérea do Chile levou 40 imigrantes para a Bolívia, o Equador e a Colômbia.

Dos estrangeiros expulsos, 19 eram colombianos, 17 bolivianos e quatro equatorianos. O ministério do Interior do Chile alega que 30 deles têm antecedentes de crimes ou envolvimento com condutas de “alta gravidade”.

Segundo o Palácio de La Moneda, as expulsões passarão a ser frequentes, por via aérea ou terrestre.

O governo chileno, que tomou posse em 11 de março, também pontuou que aumentará as fiscalizações e que publicará, a cada duas semanas, informações sobre as pessoas que devem deixar o país.

A administração de Kast ainda pretende enviar leis ao Congresso para facilitar as expulsões e tipificar a imigração irregular como um crime, e que criará um mecanismo para incentivar a saída voluntária de estrangeiros que entraram sem autorização no país.