Menor aprovação de Lula entre pobres é por alta de alimentos, diz ministro
Responsável por pasta do Desenvolvimento e Assistência Social garante que os aumentos de preços já foram superados

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, atribuiu nesta sexta-feira (6) a queda na aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os setores mais pobres ao aumento do preço dos alimentos, que segundo ele já foi superado.
“Nós tivemos uma situação lá atrás de um aumento do preço dos alimentos no Brasil”, disse, ao ser questionado sobre a queda da aprovação do presidente, de 52% para 50%, entre os setores da população que ganham até dois salários mínimos, segundo a pesquisa Quaest divulgada nesta semana.
Dias, no entanto, garantiu que a alta dos alimentos ficou para trás. “Já superamos. A política de produção alimentar do Brasil, a importação de produtos, inclusive produtos do Paraguai, como leite, tudo isso permitiu que pudéssemos ter contido o preço dos alimentos”, afirmou.
“Quando tem aumento do preço dos alimentos, quem mais sofre são os pobres. A inflação impacta principalmente os mais pobres”, salientou, em declarações a jornalistas brasileiros na saída de uma reunião ministerial do Mercosul em Buenos Aires.
O líder da pasta de desenvolvimento e assistência social enfatizou, no entanto, que a pesquisa também apontou uma melhora na avaliação de Lula pela classe média.
“É importante examinar que também tem dados positivos. A pesquisa é um retrato, é um momento. Nós estamos também recuperando apoio na classe média”, disse, atribuindo o aumento da aprovação neste setor da população a uma redução de tributos e políticas de habitação e empreendedorismo que, segundo o governo, teria beneficiado este setor da população.



