Lucinda Pinto
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Lucinda Pinto

Jornalista de economia e negócios há mais de três décadas. Passou pelas redações de O Globo, Agência Estado, Valor Econômico e InvestNews.

Flávio busca apoio da Faria Lima, mas evita o "cara a cara"

Fontes indicam que Flávio tem evitado esses encontros abertos porque teria que trazer mais detalhes sobre como pretende endereçar, por exemplo, o ajuste fiscal

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É inegável que o vazamento do áudio enviado por Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro abalou a relação entre o candidato ao Planalto e o mercado financeiro. Não houve um rompimento definitivo, mas uma espécie de “tempo para reavaliação”.

Será que o senador tem potencial para representar de fato a mudança econômica que o mercado defende?

Convencer o mercado financeiro de que Flávio Bolsonaro ainda é alternativa depois do episódio do áudio se tornou uma tarefa mais difícil. E é por isso que, diferentemente do que a agenda sugere, Flávio não se abriu ainda para encontros "cara a cara" com o mercado. Mas apenas a conversas reservadas com alguns nomes específicos.

E não é que a turma da Faria Lima não queira: o interesse em ouvir o candidato de perto e, principalmente, fazer perguntas relativas a seu plano econômico é imenso. Segundo fontes do mercado ouvidas pela reportagem, quem estaria evitando o encontro direto seria o próprio senador.

No campo do negócio, é comum a prática de que corretoras de valores promovam encontros com candidatos e reúnam clientes (grandes gestoras de recursos) para essas reuniões. Ou então que esses candidatos encontrem diretorias de instituições financeiras. E nesses eventos, os candidatos defendem suas visões sobre economia - e ficam abertos a questionamentos.

De acordo com as fontes, Flávio tem evitado esses encontros abertos porque teria que trazer mais detalhes sobre como pretende endereçar, por exemplo, o ajuste fiscal. Uma postura que lembra um pouco a do pai - que também preferiu abster-se de debates públicos.

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