Lucinda Pinto
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Lucinda Pinto

Jornalista de economia e negócios há mais de três décadas. Passou pelas redações de O Globo, Agência Estado, Valor Econômico e InvestNews.

Superquarta: O voto que vale uma cadeira no Fed

Decisão de Christopher Waller hoje pode indicar se ele segue competitivo para substituir Jerome Powell no comando do banco central americano

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Na reunião de política monetária do Federal Reserve desta quarta-feira (28), um voto específico merece atenção redobrada: o de Christopher Waller, um dos nomes considerados por Donald Trump para substituir Jerome Powell.

O posicionamento de Waller hoje funciona quase como uma etapa decisiva no processo informal de escolha do próximo presidente do Fed.

Se votar a favor de um corte de juros, Waller tende a pontuar junto a Trump, que já deixou claro que não escolherá alguém que contrarie sua defesa por custos de crédito mais baixos.

Mas, se optar por acompanhar a maioria e manter os juros, reforça sua imagem de independência — algo bem-visto pelo mercado, mas que pode lhe custar a vaga.

Até aqui, Waller tem integrado o bloco majoritário do comitê. Ele acompanhou Powell no último corte de 0,25 ponto percentual. Ainda assim, assim como a diretora Michelle Bowman, demonstrou maior preocupação com o mercado de trabalho.

Segundo a ata da reunião, seu voto a favor da redução veio com ressalvas.

Por isso, o placar da decisão de hoje será especialmente relevante. Ele ajudará o mercado a calibrar as apostas sobre os próximos passos do Fed — que, neste momento, apontam para no máximo mais um corte de juros no segundo semestre.

Mas o sinal emitido por Waller vai além da política monetária. Seu voto pode indicar se ele segue, ou não, no páreo para comandar o banco central americano — uma definição acompanhada com atenção por investidores do mundo inteiro.

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