Luísa Martins
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Luísa Martins

Em Brasília, atua há oito anos na cobertura do Poder Judiciário. Natural de Pelotas (RS), venceu o Prêmio Esso em 2015 e o Prêmio Comunique-se em 2021. Passou pelos jornais Zero Hora, Estadão e Valor Econômico

Com contingenciamento, PF ameaça parar operações

Policiais federais falam em "calote" e reclamam de demora nas diárias

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A Polícia Federal (PF) ameaça interromper operações caso o governo federal não reveja o contingenciamento de recursos, que está sendo interpretado pela corporação como um “calote” nas forças de segurança.

A contenção de R$ 31,3 bilhões foi anunciada no fim de maio para garantir o cumprimento da meta fiscal. Desse total, R$ 748,6 milhões se referem ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao qual a PF está vinculada.

Em nota, a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) disse que o contingenciamento pode travar os trabalhos e comprometer o combate ao crime organizado, à corrupção e ao tráfico de drogas.

A PF reclama, principalmente, da demora de “até dois meses” para o recebimento de diárias - valores pagos ao agente quando ele precisa se deslocar da sua base para cumprir alguma missão. Segundo a ADPF, esse passivo é de R$ 2,8 milhões.

O presidente da entidade, Luciano Leiro, diz que a contenção de gastos “compromete de forma grave a atuação” da PF e “coloca em risco” ações de combate a crimes de alta complexidade.

Caso a situação não seja revista pelo governo, continua ele, uma das consequências pode ser fixar uma orientação para que delegados só cumpram missões caso recebam as diárias previamente.

O governo federal afirma que o contingenciamento de despesas primárias discricionárias é necessária para assegurar o cumprimento da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e respeitar os limites do novo arcabouço fiscal.