Luísa Martins
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Luísa Martins

Em Brasília, atua há oito anos na cobertura do Poder Judiciário. Natural de Pelotas (RS), venceu o Prêmio Esso em 2015 e o Prêmio Comunique-se em 2021. Passou pelos jornais Zero Hora, Estadão e Valor Econômico

Em recurso, Bolsonaro deve voltar a pedir pena menor

Prazo para enviar embargos ao STF termina na segunda-feira

Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente do Brasil  • Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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No recurso que será apresentado na segunda-feira (27) ao STF (Supremo Tribunal Federal), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro deve voltar a pedir uma diminuição na pena que foi imposta a ele pela Primeira Turma.

Os próprios advogados entendem que uma reversão da condenação é praticamente impossível no âmbito dos chamados “embargos de declaração” (tipo de recurso a ser protocolado). Com isso, conforme apurou a CNN, a estratégia é reduzir danos.

A Turma definiu a Bolsonaro uma punição de 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado. O recurso da defesa, porém, deve insistir na “absorção” dos crimes de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Por essa tese, as penas previstas para cada um dos delitos não devem se somar. Contudo, há poucas chances de o pedido prosperar no STF, pois a maioria dos ministros já se manifestou contra a aplicação desse princípio.

Para os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, os crimes são autônomos, ou seja, devem ser considerados separadamente. Só o ministro Luiz Fux disse ter um entendimento diferente a esse respeito.

A discussão também é feita no âmbito do Congresso Nacional. É o cerne do chamado “PL da Dosimetria”, relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), mas que perdeu força ao longo das últimas semanas.

Conforme mostrou a CNN, no Supremo já há a expectativa de que o julgamento do recurso ocorra já na próxima semana, em plenário virtual. A tendência é pela rejeição dos embargos.

Pela jurisprudência do STF, a defesa ainda terá direito a mais um recurso antes de a Corte decretar o trânsito em julgado da sentença - o que abre caminho para expedir o mandado de prisão definitiva contra Bolsonaro.