Luísa Martins
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Luísa Martins

Em Brasília, atua há oito anos na cobertura do Poder Judiciário. Natural de Pelotas (RS), venceu o Prêmio Esso em 2015 e o Prêmio Comunique-se em 2021. Passou pelos jornais Zero Hora, Estadão e Valor Econômico

Emendas: PF envia ao STF investigação contra senador Irajá

Parlamentar rejeita suspeita de desvio de recursos; inquéritos sobre o tema já somam pelo menos 15 na Corte

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A Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais uma investigação por suspeita de desvio de emendas parlamentares, desta vez mirando o senador Irajá (PSD-TO).

As apurações sobre o mau uso das verbas públicas já somam pelo menos 15 na Corte. Outro exemplo é o caso do chamado “Rei do Lixo”, que cita o deputado Elmar Nascimento (União-BA), líder do partido na Câmara dos Deputados. Ele nega irregularidades.

O caso de Irajá chegou ao STF no dia 23 de janeiro, mais especificamente ao gabinete do ministro Flávio Dino. Entretanto, a relatoria ainda pode mudar, a depender de um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve ser protocolado em breve.

A investigação tramita em sigilo, mas a CNN apurou que as suspeitas recaem sobre a destinação de emendas milionárias a municípios do Tocantins, como Araguaína, Combinado, Lavandeira e Paraíso do Tocantins.

Segundo fontes a par do caso, o município de Lavandeira, por exemplo, recebeu R$ 6,7 milhões em três anos - um valor considerado expressivo para uma localidade com menos de 2 mil habitantes

O dinheiro das emendas federais teria sido “misturado” com outros fundos, o que é proibido por lei, pois praticamente inviabiliza a rastreabilidade dos repasses. Além disso, haveria indícios de movimentações financeiras irregulares.

A assessoria de Irajá disse que ele ainda não foi notificado do caso, mas rechaçou as suspeitas e defendeu a investigação para esclarecer os fatos: “O senador reitera que todas as indicações de emendas foram feitas de forma correta e dentro da legalidade”.

As apurações sobre desvios de emendas no STF estão espalhadas pelos gabinetes de diversos ministros relatores, como Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Nunes Marques e Gilmar Mendes, além do próprio Dino.