Luísa Martins
Blog
Luísa Martins

Em Brasília, atua há oito anos na cobertura do Poder Judiciário. Natural de Pelotas (RS), venceu o Prêmio Esso em 2015 e o Prêmio Comunique-se em 2021. Passou pelos jornais Zero Hora, Estadão e Valor Econômico

Governo prepara munição jurídica para contestar Congresso sobre IOF

Para técnicos, decreto que aumentou imposto faz parte do poder regulamentar do Executivo e derrubada não tem amparo constitucional

Compartilhar matéria

Embora ainda aguarde aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para judicializar a derrubada do decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), a equipe jurídica do governo já debate os argumentos que poderiam ser apresentados ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Na avaliação de técnicos da AGU (Advocacia-Geral da União), a discussão pode se dar em torno do dispositivo da Constituição Federal que prevê a possibilidade de o Legislativo suspender atos do Executivo que "exorbitem o poder regulamentar".

Para essas fontes, aumentar as alíquotas de IOF, apesar de ser uma medida potencialmente impopular, está dentro do poder regulamentar do governo federal. Portanto, não poderia ser derrubada pelo Congresso.

A AGU informou, em nota, que "não há qualquer decisão tomada" neste momento e que todas as questões jurídicas sobre o IOF serão abordadas tecnicamente depois de ouvir a equipe econômica. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu a possibilidade de acionar o Supremo.