Luísa Martins
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Luísa Martins

Em Brasília, atua há oito anos na cobertura do Poder Judiciário. Natural de Pelotas (RS), venceu o Prêmio Esso em 2015 e o Prêmio Comunique-se em 2021. Passou pelos jornais Zero Hora, Estadão e Valor Econômico

Ministros quebram praxe ao assistir a depoimentos do plano de golpe

Audiência foi acompanhada por quatro dos cinco integrantes da 1ª Turma, o que é atípico

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A audiência em que foram ouvidas as primeiras testemunhas na ação penal sobre o plano de golpe foi acompanhada ao vivo por quatro ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

O movimento é considerado atípico para os padrões da Corte. Em geral, nem sequer o relator participa das oitivas, que costumam ficar a cargo de um juiz auxiliar de seu gabinete.

A praxe é que os depoimentos sejam anexados aos autos da ação penal para que possam ser acessados pelos ministros julgadores em um momento posterior.

Nesse caso, porém, houve uma espécie de quebra do protocolo. Diante da gravidade do processo, Moraes assumiu a frente — e quatro dos cinco integrantes da Turma também assistiram aos depoimentos.

Além de Moraes, que presidiu a sessão, estavam os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, por vídeo. Dos membros do colegiado, apenas o ministro Flávio Dino não compareceu.

Além das intervenções de Moraes, que deu uma série de broncas nos advogados dos réus, Fux também endereçou uma questão ao ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes.

Gomes era uma das quatro testemunhas, todas indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A ação penal diz respeito ao "núcleo 1" da trama golpista, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também optou por representar pessoalmente a PGR na sessão, em vez de designar um subprocurador-geral, como costuma ocorrer nas sessões das Turmas.