Luísa Martins
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Luísa Martins

Em Brasília, atua há oito anos na cobertura do Poder Judiciário. Natural de Pelotas (RS), venceu o Prêmio Esso em 2015 e o Prêmio Comunique-se em 2021. Passou pelos jornais Zero Hora, Estadão e Valor Econômico

TSE teme fim de parceria após Meta mudar checagem de fatos

Empresa já foi considerada uma das maiores colaboradoras da Justiça Eleitoral brasileira no combate a fake news

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As mudanças nas políticas da Meta - responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp - podem comprometer as parcerias firmadas pela empresa com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o combate às “fake news”.

Fontes da Corte Eleitoral temem que a Meta, depois de anunciar o encerramento do seu programa de checagem de fatos e criticar os tribunais da América Latina, queira romper os convênios assinados com a Justiça brasileira.

Nas eleições do ano passado, por exemplo, a Meta criou uma ferramenta para divulgar mensagens informativas sobre o pleito e se comprometeu a adotar medidas para conter a desinformação durante a campanha.

Entre as medidas, estavam providências para identificar suspeitas de disparos de mensagens em massa, que são comuns via WhatsApp - uma prática que o TSE considera abuso de poder, apta a gerar a inelegibilidade do candidato.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já considerou a Meta uma das mais firmes colaboradoras do TSE - ele fez uma série de declarações públicas elogiando as providências da “big tech” para frear discursos de ódio.

O fim do serviço de checagem de notícias falsas em nome de uma suposta liberdade de expressão, como disse o dono da Meta, Mark Zuckerberg, é considerado um revés por ministros do TSE.