Mari Palma
Blog
Mari Palma

Sou jornalista, com pós em moda, neurociência e comportamento. Também sou embaixadora da Marvel, fã de Friends e Beatles, 4 vezes tia e mãe de cachorro

Marco Luque: “O ideal seria não precisar criar filhas para se defenderem”

Ao Na Palma da Mari, o humorista conta como lida com a adolescência das filhas, priorizando o diálogo e a amizade em vez da "cintada" que marcou sua geração

Compartilhar matéria

No ar em mais um episódio do Na Palma da Mari Verão, o humorista Marco Luque abre o jogo sobre como é ser a minoria em uma casa com quatro mulheres (sua esposa, Jéssica, e três filhas adolescentes). Aos 51 anos, o artista conta que a sua maior prioridade é estar presente no dia a dia da família.

Para acompanhar a vida das filhas, que estão entre o oitavo ano e o primeiro ano do ensino médio, Luque destaca um ponto chave: a liberdade que elas têm para conversar sobre qualquer assunto. Para ele, o papel da paternidade mudou: o foco agora é ouvir e orientar, não apenas dar ordens.

"Eu acho que eu sou um pai amigo, gosto de conversar, elas têm liberdade para falar de tudo", explica. Ele reflete que essa abertura é um contraste com a sua própria criação. "Eu fui da época que tomava cintada. Antes não tinha muita conversa, era ‘fica quieto e obedece’. Hoje em dia é mais legal, tem diálogo."

Hoje, quando surge algum problema na família, o humorista prefere resolver longe de todo mundo. “Eu gosto de chamar elas para um canto. Falo: ‘vamos subir para o quarto conversar’. A gente conversa, troca ideia”, diz.

Nesse contexto, o ator destaca que se diverte com a capacidade argumentativa das filhas. Ele conta que, às vezes, precisa até pedir uma "trégua" no debate. "Eu sei que vocês argumentam, gostam de discutir e de levantar questões... tudo bem, mas calma, não gasta agora!", brinca o ator, reforçando que, embora elas sejam inteligentes, ele tenta passar a importância do respeito aos mais velhos.

Criando as filhas para o mundo

Além de compartilhar sua dinâmica familiar, Luque traz uma reflexão séria sobre o papel dos pais na desconstrução de machismos e na segurança das filhas. Para ele, a mudança na educação não deve focar apenas em como as meninas se defendem, mas em como os meninos são criados.

"O ideal seria a gente não precisar criar as filhas para se defender dos filhos, né? Criem seus filhos de um jeito legal para eles serem gente boa com as mulheres, porque aquele formatinho já está muito ultrapassado, careta, antiquado", defende o humorista.

Na Palma da Mari
No bate-papo completo, Marco Luque também falou sobre a carreira no humor, os bastidores de seus personagens e encontros marcantes com ídolos ao longo da trajetória.
Clica aqui para assistir ao episódio!

Acompanhe Entretenimento nas Redes Sociais