Mari Palma
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Mari Palma

Sou jornalista, com pós em moda, neurociência e comportamento. Também sou embaixadora da Marvel, fã de Friends e Beatles, 4 vezes tia e mãe de cachorro

#CNNPop

Não conheço mais da metade dos artistas que vêm pro Lolla. Tô velha?

Esse texto não é uma crítica aos novos artistas, e sim ao meu péssimo hábito de não me atualizar

Olivia Rodrigo, uma das atrações do Lolla 2025  • Kevin Mazur/Getty Images for Acrisure Arena
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Eu vou revelar minha idade nesse texto ao começá-lo com o clássico: “eu sou da época…”. Porque sim, eu sou da época em que o Lollapalooza recebia Foo Fighters, Arctic Monkeys, Pearl Jam, Red Hot Chilli Peppers, The Killers… todas as super bandas da minha geração. Era até complicado administrar todos os shows nos dias de festival porque a gente precisava sair correndo de um palco pro outro pra não perder nenhuma música.

Corta pra 2025, sai o line-up do Lolla e eu conheço quase nada dos artistas de fora (não tô falando dos nomes nacionais porque esses são de casa e fazem parte do nosso dia a dia). Eu trabalho com entretenimento, mas o meu foco é em séries e filmes - a música eu escolhi deixar só na minha vida pessoal. Então, sendo sincera com você que tá lendo, os únicos nomes que eu reconheci de cara e pensei “poxa, esses eu realmente conheço” foram Justin Timberlake e Alanis Morisette. “Ah, Mari, mas você conhece Shawn Mendes, Olivia Rodrigo, Tate McRae e Foster The People”. Sim, mas eu estaria mentindo se dissesse que sei algo além das músicas de sucesso desses artistas. E nem essas eu sei cantar direito, só cantarolar uma coisa ou outra.

Essa não é uma crítica a esses artistas, é importante ressaltar. A crítica, na verdade, é a mim mesma e ao meu péssimo hábito de ouvir a mesma playlist há não sei quantos anos. Eu sou aquela pessoa super apegada que ainda ouve os mesmos discos de quando tinha 15/20 anos. Sabe aquelas músicas que fazem a gente se sentir bem, dão aquela sensação gostosa de conforto? Então… é isso que eu sinto quando ouço minhas bandas do coração.

Só que muita coisa aconteceu de lá pra cá e eu não vi. Então pra evitar que eu vire aquela pessoa que diz “na minha época era melhor”, eu resolvi escrever esse texto como uma autocrítica pra me fazer tomar vergonha na cara e abrir o olho pra nova geração de artistas. Tem muita gente boa fazendo sucesso por aí - por exemplo, a banda australiana Parcels. Eu não conhecia, mas vi o nome no line-up do Lolla e fui atrás. Agora eles estão na minha playlist, que rejuvenesceu uns 30 anos. Olha que coisa boa.

Sugiro que você faça o mesmo: se você também parou no tempo com aquela postura saudosista em relação aos artistas da nossa época, vai atrás de ouvir um som novo. Pode te surpreender - e quem sabe ano que vem a gente não se encontra em algum show de um desses artistas no Lolla?

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