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    Mari Palma

    Mari Palma

    Sou jornalista, com pós em moda, neurociência e comportamento. Também sou embaixadora da Marvel, fã de Friends e Beatles, 4 vezes tia e mãe de cachorro

    “No profundo do meu sentimento, as coisas saem em português”, diz Wagner Moura

    Ator conta que por mais que seja fluente em inglês, expressa melhor as emoções em português

    “No profundo do meu sentimento, as coisas saem em português”, diz Wagner Moura
    “No profundo do meu sentimento, as coisas saem em português”, diz Wagner Moura

    Wagner Moura é fluente em inglês, mas português está no profundo do seu sentimento, explicou o ator em entrevista à CNN.

    O ator é uma das estrelas do filme norte-americano “Guerra Civil“, que estreou nesta quinta (18) nos cinemas – é mais um trabalho internacional de destaque do brasileiro. Quando questionado sobre o conforto de se expressar em inglês em uma produção desse porte, ele diz que aprendeu a língua já mais velho, não menino.

    “Então é uma língua que eu falo, mas no profundo do meu sentimento as coisas saem em português”, afirma.

    Ele citou o espanhol Javier Bardem pra explicar essa sensação:

    “Ele disse que quando está atuando em inglês, é como se estivesse um escritório na cabeça dele com as pessoas trabalhando, telefonando, escrevendo, mandando mensagem, e-mail”, descreve. “E quando ele trabalha em espanhol, o escritório tá vazio. Eu acho essa metáfora perfeita”.

    Estrelado por Wagner Moura e Kirsten Dust, “Guerra Civil” traz um futuro distópico. O brasileiro interpreta um jornalista que, ao lado de três colegas, cobre o conflito que dá nome ao filme e embarca em uma jornada a Washington D.C. para tentar um furo de reportagem com o presidente.

    Segundo o ator, assim que leu o roteiro de Alex Garland, que também assina a direção, achou tudo incrível.

    “Esse aqui é meu universo. É um filme político, mas com potencial de ser visto por muita gente”, lembra. “Eu senti que era um pouco da tradição das coisas que eu gosto de fazer, que eu gosto de ver”.

    Moura afirma que é um filme que diz que a maior ameaça à democracia é a polarização política, e elogia a forma que Garland contou essa história.

    “Eu dizia pra ele: ‘Você conseguiu o Santo Graal, porque é o que todo mundo quer fazer. Um filme que tem algo a dizer, que alcance muita gente, e que seja bom entretenimento'”.

    Veja a entrevista completa: