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    Mari Palma

    Mari Palma

    Sou jornalista, com pós em moda, neurociência e comportamento. Também sou embaixadora da Marvel, fã de Friends e Beatles, 4 vezes tia e mãe de cachorro

    Você ainda ouve as músicas que gostava quando era adolescente?

    Shows no Lollapalooza fizeram muita gente voltar no tempo no último fim de semana

    Você ainda ouve as músicas que gostava quando era adolescente?
    Você ainda ouve as músicas que gostava quando era adolescente?

    Eu não sei você que tá lendo, mas eu sou muito apegada a músicas que ouvia na adolescência. Qualquer coisa que me faça voltar no tempo, na verdade. No meio da correria dessa vida adulta, é muito bom poder recorrer a um lugar conhecido e confortável. Por isso eu fiquei tão feliz com o line-up do último Lollapalooza: Blink-182, Offspring, Titãs… como se não bastasse o Lolla, ainda teve show do Westlife no domingo (24), uma boyband irlandesa que também não saía da minha playlist.

    Ou seja, foi um fim de semana de muita nostalgia pra geração anos 90. O mais legal disso tudo foi encontrar outras pessoas que também estavam nesses shows com a mesma sensação que eu: pulando, cantando, dançando, chorando e principalmente lembrando de uma época boa da vida. Pode parecer bem cafona o que eu vou escrever agora (e talvez seja mesmo), mas é como abrir um baú cheio de memórias. Uma mistura de alegria, saudosismo, melancolia. Tudo ao mesmo tempo.

    No show do Blink, por exemplo, eu lembrei de quando ficava horas e horas lendo o encarte dos CDs pra decorar as letras e aprender inglês ao mesmo tempo. Com Offspring, veio a lembrança da Mari punk rocker que usava cinto de tachinha e lápis preto no olho. Os Titãs apareceram um pouco mais tarde e me fizeram recuperar uma Mari mais madura que estava começando a questionar a vida. E no Westlife, eu lembrei da minha versão mais menina descobrindo seus primeiros crushes da vida e cantando músicas românticas sem nem saber ainda o que era um beijo na boca.

    Todas essas versões são parte do que eu sou hoje. E foi muito especial poder reencontrá-las através dessas bandas. Não importa quanto tempo passe, a música vai estar sempre lá pra fazer a gente lembrar de quem era e de onde veio. É quase como abraçar a nossa versão mais jovem que foi deixada de lado pelas circunstâncias da vida e fazer com que ela tome conta, mesmo que por poucos dias.

    Tudo bem que a energia não é mais a mesma e eventualmente uma dor ou outra aparece, mas vale a pena. Sempre vale. Agora é só descansar o corpo enquanto outra banda antiga não aparece por aqui – até lá, a gente vai ouvindo novas músicas e criando novas lembranças.

    Veja imagens do Lollapalooza 2024