Casal de influenciadores conta por que prefere brigar em inglês
Bridget Fancy, a "Meio Brasileira", e Pedro Faria são criadores de conteúdo e sempre compartilham os choques culturais que vivem

Bridget Fancy e Pedro Faria se conheceram em Chicago, nos Estados Unidos, e namoram há anos. Ele é brasileiro e ela é "meio brasileira", como se define em seu perfil no Instagram. No caso, é americana, nascida no Texas, mas viveu anos no Brasil durante a infância e adolescência e, por isso, tem familiaridade com a cultura, além de falar português fluentemente.
Os dois produzem conteúdo para as redes sociais e contam com milhares de seguidores acompanhando a rotina deles e aprendendo sobre os choques culturais de um relacionamento com duas nacionalidades.
Um desses choques é relacionado a brigas: apesar de se comunicarem principalmente em português, para resolver desentendimentos, o inglês é necessário.
Ao Na Palma da Mari, Pedro conta que essa decisão é culpa dele.
"No início do nosso relacionamento, isso foi um problema", explica. "Porque o brasileiro é assim. E eu sou do estado do Rio de Janeiro, a galera do Rio de Janeiro é mais expressiva."
Ele conta que quando chegava em casa do trabalho e ia contar a Bri algo que aconteceu, mesmo sendo uma coisa legal, a forma que falava e os palavrões deixavam Bri assustada.
"Ela falou: 'Mas por que você tá brigando comigo?' e eu: 'Eu não tô brigando com você. Eu tô feliz, porra'. É o nosso jeito, né?", relata o influenciador.
Bri diz que notou que, mesmo falando português e tendo morado no Brasil, é muito "gringa" nesse sentido por ser mais sensível dependendo do tom de voz usado.
"A gente já descobriu que quando ele fala inglês, e até eu, quando interpreto em inglês, a gente tende a ser um pouco mais profissional pra resolver brigas", revela. "Então as brigas não são aquelas coisas tipo 'Não acredito!'. É mais "Eu não gostei que você fez isso". Aí ele, "Desculpa, realmente, não foi legal", sabe? É uma coisa muito mais de boa."
Almoço em família no Brasil
Há alguns meses o casal se mudou para o Brasil, para a cidade de São Paulo. Mas, antes, passaram um tempo em Resende com a família de Pedro. Para Bri, foi uma experiência totalmente diferente.
"A minha família no café da manhã, são 7h30 da manhã, e tem minha mãe gritando de um lado, meu pai gritando do outro, mas sem briga, só falando coisas boas", conta o brasileiro.
O Natal foi o maior choque cultura para Bri. Segundo Pedro, ele tem uma família grande. Só sua mãe tem quatro irmãs. Em um momento da comemoração, ao mesmo tempo em que seu primo tocava violão e todos cantavam, sua mãe e as tias conversaram gritando mesmo em locais separados.
"As pessoas se atropelando", relata. "Teve um momento que eu fui no banheiro e só fiquei assim: 'Calma aí. Calma aí'".
Mas, hoje em dia, Bri está mais acostumada e até mesmo curte isso tudo. "Eu passei três meses em Resende com a família dele. Foi muito legal, acho que foi um choque cultural muito bom, sabe? No final, estava eu na mesa gritando", confidencia.
"No final, eu que tava assim: 'Bri, calma'", ri Pedro.
A família dos EUA
Bri é muito querida pela família de Pedro, e o mesmo acontece no lado americano do casal de dupla nacionalidade. A família texana adora o namorado dela. "Minha família gosta muito dele. Meu padrasto fica dando muita risada. Ele é texano, bem texanozão, né? E acha o Pedro muito engraçado", conta.
Os irmãos de Bri, que também moraram no Brasil e falam português, também se deram bem com o brasileiro. "No primeiro encontro deles, já estavam fazendo piada, falando besteira", diz Bri.
"Eu exagero um pouco. Pego intimidade muito rápido", reconhece Pedro.
Na Palma da Mari
Ao Na Palma da Mari, Bri e Pedro também explicaram por que decidiram criar raízes no Brasil e por que acreditam que o país é o melhor local para casar e criar seus futuros filho. Confira:
https://youtube.com/live/Q_O7Ze1ISg4?feature=share



