Mariana Janjácomo
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Mariana Janjácomo

Correspondente em Washington, Mariana Janjácomo é mestre em jornalismo pela New York University e morou por cinco anos em Nova York antes de se mudar para a capital americana e acompanhar de perto todas as movimentações do governo federal.

Vice de Kamala, Walz já foi criticado por protestos após morte de George Floyd

Críticos afirmam que governador de Minnesota demorou para conter manifestações

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O escolhido para compor a chapa de Kamala Harris como candidato a vice-presidente, Tim Walz, tinha assumido o governo do estado de Minnesota há pouco mais de um ano quando enfrentou os maiores desafios de sua carreira política: a morte de George Floyd, em Mineápolis, e os protestos que se seguiram.

Críticos afirmam que Walz demorou para conter os episódios de violência das manifestações, que se espalharam por todo o país; ele acionou a Guarda Nacional para a cidade em 28 de maio - um dia depois do pedido feito pelo prefeito de Mineápolis, Jacob Frey. À época, Donald Trump, então presidente, disse que forçou o estado de Minnesota a acionar a Guarda Nacional - o que não é verdade.

Desde então, republicanos exploram o episódio para dizer que Walz tem simpatia por manifestantes violentos e retratar o governador como extremista liberal. Nesta terça-feira (6), o candidato a vice na chapa de Trump, JD Vance, voltou a mencionar os protestos, afirmando que Walz “deixou Minneapolis pegar fogo”.

A escolha de Kamala Harris agrada o setor mais progressista do partido democrata - mais do que o outro nome mais cotado por ela, o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro. Nomes influentes especialmente para o eleitorado mais jovem do partido, como as deputadas Ilhan Omar e Alexandria Ocasio-Cortez, elogiaram a nomeação de Walz.

A estratégia da campanha é apresentar o governador de Minnesota como um homem simples, que entende os anseios da população americana, cativando assim principalmente os eleitores do Centro-Oeste, onde ficam estados decisivos para as eleições.