Matheus Teixeira
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Matheus Teixeira

Especializado na cobertura dos Três Poderes, é repórter há 15 anos, com passagens por Folha de São Paulo, Correio Braziliense, JOTA, Conjur e Revista Exame.

Cochichos, café e silêncio de Moraes: bastidores do julgamento no STF

Uma rara restrição no acesso ao plenário e o clima de tensão entre os ministros marcaram o início da sessão

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A sessão que julga a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta terça-feira (15) é marcada pela tensão entre o presidente da Corte, Edson Fachin, e Flávio Dino e pelo silêncio do magistrado que está com a conduta sob análise.

Fora os embates televisionados, cochichos entre Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, doses de café e espiadas no celular pela maioria dos ministros permearam os bastidores da sessão.

A reunião iniciou com todos os magistrados presentes e com público restrito no plenário: apenas fotógrafos do próprio STF e jornalistas proibidos de usar celular ou notebook.

O personagem principal no julgamento, ministro Alexandre de Moraes, só tomou a palavra após duas horas de julgamento.

Após Fachin ler o relatório do caso, Dino pediu a palavra praticamente ao mesmo tempo que Kassio Nunes Marques e deixou o colega falar primeiro. Neste momento, o magistrado declarou o impedimento para participar da análise da matéria.

Logo após, Kassio pediu para deixar o plenário e foi autorizado por Fachin. Toffoli, por sua vez, anunciou que seguiria no local mesmo após ter declarado suspeição no julgamento.

Em dois momentos, Moraes e Dino trocaram poucas palavras e gestos – ambos ficam separados por André Mendonça na distribuição de assentos do pleno.