Ex-chefe do BRB disse que estava “juntando a vida” com Vorcaro
Em diálogo ocorrido 10 dias antes de o BRB anunciar a compra do Master, Vorcaro disse a Costa que ele era um “gigante”
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa afirmou a Daniel Vorcaro, em meio às negociações para que a instituição financeira brasiliense comprasse o Banco Master, que estava “juntando a vida” com o ex-banqueiro.
A mensagem foi enviada enquanto ambos tratavam da aquisição de imóveis de luxo que seria realizada por Vorcaro e repassada a Costa como propina por viabilizar a compra do Master, de acordo com as investigações.
Os diálogos foram extraídos pela Polícia Federal e enviados ao STF (Supremo Tribunal Federal). A informação foi revelada pelo Estadão e confirmada pela CNN Brasil.
“Passamos várias horas hoje com a minha família, visitando vários lugares. Foi muito importante para mim construir a tranquilidade e a participação delas nas escolhas. Esse é um projeto muito importante e, como você bem fala, estamos juntando as nossas vidas”, afirmou Costa.
Ambos também conversaram sobre a compra do Master pelo BRB. “Qual é a sua necessidade de caixa? Você pode me enviar um cronograma tentativo?”, escreveu.
Na sequência, ele chama Vorcaro de amigo e pede atenção ao “cronograma pessoal para acertar inclusive o contrato e a moradia em SP”. “Esse é um assunto que está mais na sua mão. Sei que você tem outras coisas maiores para se preocupar, mas é um passo importante para mim”, diz.
Em outro trecho da conversa, revelado pela Globo e confirmado pela CNN Brasil, Vorcaro enaltece o então presidente do BRB. “Sei que tá muita coisa ao mesmo tempo. E não tenho nada a reclamar, ao contrário, você tem sido um gigante. Mas chega uma hora que temos que partir pro gol e depois arrumar a casa do que faltou”.
O diálogo ocorreu em 18 de março de 2025, 10 dias antes de o conselho do BRB aprovar a compra do Master.
Costa está preso desde 16 de abril por ordem do ministro André Mendonça, relator do caso no STF. Ele é suspeito de negociar o recebimento de seis imóveis de luxo avaliados em cerca de R$ 140 milhões como propina para viabilizar a compra do Master.



