Matheus Teixeira
Blog
Matheus Teixeira

Especializado na cobertura dos Três Poderes, é repórter há 15 anos, com passagens por Folha de São Paulo, Correio Braziliense, JOTA, Conjur e Revista Exame.

Mendonça refuta prisão para forçar delação em vacina contra nulidades

Afirmação do ministro ao determinar a transferência de Vorcaro para a Papudinha foi interpretada como resposta a Gilmar Mendes

Compartilhar matéria

O ministro André Mendonça refutou a tese de que a prisão preventiva de Daniel Vorcaro sirva para forçar um acordo de delação premiada na decisão em que determinou a transferência do ex-banqueiro para a Papudinha.

A afirmação do magistrado foi interpretada nos bastidores do STF (Supremo Tribunal Federal) como uma resposta ao ministro Gilmar Mendes, que tem feito críticas à relatoria do colega e comparado os métodos àqueles usados pela Lava Jato e que culminaram na anulação de diversas investigações.

O ministro tem apontado o uso de prisões preventivas e de detenção de parentes de investigados como similaridades entre as duas apurações.

Segundo o Gilmar, a Lava Jato adotou essa estratégia para forçar investigados a firmar acordos de delação.

Mendonça, porém, afirma na decisão que já repisou “à exaustão” que “a decretação ou manutenção da prisão preventiva embasa-se em fundamentação própria, a partir do exame quanto à presença dos requisitos legais especificamente exigidos”.

“Portanto, a imposição da medida é absolutamente dissociada de qualquer conjuntura relacionada à existência, ou não, de tratativas voltadas à eventual celebração de acordo de colaboração premiada”.