Matheus Teixeira
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Matheus Teixeira

Especializado na cobertura dos Três Poderes, é repórter há 15 anos, com passagens por Folha de São Paulo, Correio Braziliense, JOTA, Conjur e Revista Exame.

O argumento de André Mendonça para refutar comparações com a Lava Jato

Ministro atua para evitar que decisões sejam anuladas no futuro; divergências com a PGR viram argumento para diferenciar de operação de Curitiba

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Aliados do ministro André Mendonça têm atuado nos bastidores para tentar desconstruir a narrativa de que a condução do magistrado à frente dos inquéritos sobre INSS, Master e Lulinha é comparável à Lava Jato.

O magistrado trabalha para que suas decisões não sejam anuladas no futuro, assim como ocorreu com muitas da operação comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, e evitar que eventuais nulidades apontadas por advogados tenham de integrantes da corte.

O principal argumento para refutar a comparação é a série de divergências com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e com a Polícia Federal.

Enquanto a proximidade de Moro com a força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal e com investigadores da PF virou a tese central para anulações da Lava Jato, Mendonça vive uma série de atritos com as cúpulas da Procuradoria e da polícia.

As comparações com os métodos da operação conduzida por Moro foram expostas pelo ministro Gilmar Mendes no julgamento sobre a prisão de parentes do ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, e têm sido reverberadas no mundo jurídico por advogados e magistrados de cortes superiores.

“É com certa incredulidade e alguma tristeza que registro que as providências adotadas no caso têm semelhanças com iniquidades da Lava-Jato”, disse o decano do Supremo em junho.

Mendonça, porém, rebateu na mesma sessão: “Não estamos a julgar a Lava-Jato. Estamos a julgar a maior fraude financeira da história do nosso país e uma das maiores do mundo”.