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    Pedro Duran

    Pedro Duran

    O pai do Benjamin passou pela TV Globo, CBN e UOL. Na CNN, já atuou em SP, Rio e Brasília e conta histórias das cidades e de quem vive nelas

    Depois de limpeza e ônibus, MP mira infiltração do PCC na saúde pública

    Promotores analisam o envolvimento de facção criminosa com Organizações Sociais que controlam hospitais públicos

    Depois de limpeza e ônibus, MP mira infiltração do PCC na saúde pública
    Depois de limpeza e ônibus, MP mira infiltração do PCC na saúde pública

    O Ministério Público de São Paulo tem indícios de que o PCC tenha conseguido se infiltrar nas Organizações Sociais (OS) que comandam boa parte dos órgãos de saúde do estado de São Paulo.

    Os promotores acreditam que a facção criminosa tenha também injetado dinheiro e conseguido vencer licitações usando as OSs para prestar serviços no estado de São Paulo. A informação foi revelada à CNN por fontes ligadas à investigação.

    Nas últimas semanas, o MP deflagrou operações voltando-se para dois focos do PCC: a atuação nas licitações de transporte público, especialmente no que diz respeito à prestação de serviço de ônibus na cidade de São Paulo, capital do estado, e também os contratos de limpeza urbana em cidades da região metropolitana e do interior do estado, mais especificamente no Alto Tietê.

    A CNN apurou que o MP recebeu a sinalização do governo do estado, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), para empenhar força total na busca por relações entre o PCC e as instituições – o que inclui o próprio governo, prefeituras e câmaras municipais.

    Ao longo dos últimos anos, as OSs vem ganhando espaço na capital e no interior e passaram a gerir importantes hospitais que prestam serviço para a população.

    A tese dos promotores é que, nestes lugares, o grupo criminoso também conseguiu injetar dinheiro para ganhar licitações e, mesmo que de fato ofereça o serviço, o faz à base do pagamento de propina de funcionários públicos e o uso de ‘laranjas’.

    Até agora, 19 pessoas foram presas e 94 mandados de busca e apreensão cumpridos nas operações “Fim da Linha” e “Munditia”. O objetivo dos investigadores é promover um estrangulamento financeiro no PCC, que segue utilizando empresas para fazer a lavagem do dinheiro do crime, segundo investigadores.

    Os negócios feitos pelas empresas já superam os R$ 5,5 bilhões, mas deve aumentar ainda mais quando localizados os contratos supostamente fraudados na área da saúde.

    Até agora, 19 pessoas foram presas, 26 denunciadas e 4 seguem foragidas.