Pedro Duran
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Pedro Duran

O pai do Benjamin passou pela TV Globo, CBN e UOL. Na CNN, já atuou em SP, Rio e Brasília e conta histórias das cidades e de quem vive nelas

Lady Gaga: Booking e Airbnb na mira do Procon por onda de cancelamentos

Processo administrativo investiga desistências de reservas por parte de anfitriões para forçar alta no preço

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O Procon do Rio de Janeiro e a Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor estão investigando as plataformas Airbnb e Booking depois de queixas sobre a disparada de preços às vésperas do show da cantora pop Lady Gaga. O evento está marcado para o próximo sábado (3) e pode reunir até 1,6 milhão de pessoas nas contas da prefeitura da capital fluminense.

A apuração sugere que uma onda de cancelamentos pode ter sido gerada para que os proprietários dos imóveis pudessem especular, aumentando o preço das acomodações oferecidas entre 20 de abril e 10 de maio. Os técnicos do Procon compararam os preços neste período com a mesma época de outros anos.

Booking e Airbnb são plataformas virtuais de locação de imóveis por temporada. Eles terão que informar quantos proprietários cancelaram unilateralmente as reservas no período analisado.

Apesar da semelhança do serviço, o posicionamento das duas empresas sobre a investigação é diferente. Em e-mail enviado à CNN, o Airbnb afirmou que a responsabilidade sobre preços é dos locatários.

“Os valores correspondentes às acomodações anunciadas no Airbnb são definidos pelos próprios anfitriões, que possuem total autonomia para gerenciar e personalizar seus anúncios, como a definição da disponibilidade da acomodação e a fixação do preço por noite”, diz a nota.

Já a Booking disse que tem, sim, poder de intervir nos preços e nas práticas dos donos de imóveis. “Nós temos diretrizes e códigos de conduta rigorosos e, se tomarmos conhecimento de alguma prática que viole nossos termos e condições, podemos tomar as medidas necessárias” sugere o posicionamento.

Ao todo, 22 estabelecimentos já foram autuados pela Operação Lady Gaga. Além de hotéis, há também bares, restaurantes e quiosques. Eles terão 15 dias para se defender sob pena de ter uma multa aplicada caso as explicações não justifiquem as medidas. Para além do preço abusivo, a operação também encontrou problemas sanitários em alguns estabelecimentos.

Veja a íntegra da nota da Booking:
"A Booking.com é uma empresa de reservas online que conecta viajantes a prestadores de serviço, sendo os próprios parceiros responsáveis por definir tarifas e políticas de reserva. Embora as acomodações tenham controle total sobre sua disponibilidade e os preços que listam na Booking.com, nós temos diretrizes e códigos de conduta rigorosos e, se tomarmos conhecimento de alguma prática que viole nossos termos e condições, podemos tomar as medidas necessárias - isso pode incluir pedir que o parceiro aja justamente e honre as reservas que já confirmou aos nossos clientes em comum, ou oferecer alternativas viáveis. Caso uma reserva seja cancelada ou alterada inadequadamente, os clientes podem acionar nossa central de atendimento para apoio na busca por soluções. Além disso, a empresa está comprometida em colaborar com as autoridades competentes para garantir o respeito às legislações vigentes e promover práticas justas e transparentes no setor de viagens."

Veja a nota da íntegra do Airbnb:
“Os valores correspondentes às acomodações anunciadas no Airbnb são definidos pelos próprios anfitriões, que possuem total autonomia para gerenciar e personalizar seus anúncios, como a definição da disponibilidade da acomodação e a fixação do preço por noite.”