“Medidas positivas”, diz Skaf sobre plano de contingência do governo
Crítico de Lula, presidente eleito da Fiesp disse à CNN que medidas são “socorro necessário”

Crítico do governo Lula, o presidente eleito da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Paulo Skaf se posicionou em linha com a atual gestão da entidade e disse à CNN que as medidas de contingência contra o tarifaço anunciadas nesta quarta-feira (13) são “positivas”.
“São medidas positivas que dão um fôlego necessário para os setores. Esse socorro é necessário”, afirmou o dirigente.
Skaf classificou como “mais do que justo” a ampliação por um ano do prazo do drawback - o regime aduaneiro que permite a suspensão ou isenção de tributos incidentes na aquisição de insumos empregados ou consumidos na industrialização de produtos exportados.
O presidente eleito da Fiesp também considerou positivo o aumento da alíquota do Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários), mas disse que isso não resolve o problema das empresas afetadas diretamente pelo tarifaço.
“A solução é a diplomacia empresarial com o mercado norte-americano. Vai levar tempo para realocar a produção e isso gera grande preocupação. É preciso dar as mãos e resolver amigavelmente com os Estados Unidos”, disse Skaf.
Presidida até dezembro por Josué Gomes, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo também manifestou na tarde desta quarta-feira (13) apoio ao plano anunciado pelo governo federal para mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.



