Pedro Venceslau
Blog
Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

Análise: com apoio de Pacheco e simpatia de Lula, Fuad dispara em BH

Pesquisa Quaest registrou que Fuad Noman (PSD) tem sua gestão considerada positiva por 39% dos eleitores e regular por outros 39%

Compartilhar matéria

Com uma campanha que busca fugir da polarização nacional, o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), registrou um crescimento expressivo na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11): foi de 9% no levantamento anterior para 20%.

A leitura detalhada dos números revela que Fuad ganhou terreno como opção de voto útil dos eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que nunca escondeu a simpatia que tem pelo candidato do PSD.

Nas visitas que fez a Belo Horizonte no período de pré-campanha, Lula fez questão de dividir a atenção e os holofotes entre Fuad e o candidato do PT, deputado Rogério Correia, que segundo a Quaest está estagnado com 5 % (eram 6% no levantamento anterior).

Na campanha propriamente dita, Lula não incluiu BH em seu roteiro e declarou um apoio protocolar ao parlamentar petista.

No ano passado, Lula e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), chegaram a cogitar uma candidatura unificada, mas a ideia esbarrou na persistência do PT mineiro.

Segundo a Quaest, Fuad Noman tem 25% de intenção de votos entre os eleitores de Lula, contra apenas 12% de Rogério Correia (PT). Líder na pesquisa, Mauro Tramonte (Republicanos) também registra 25% de votos entre os lulistas.

A candidata do PDT, Duda Salabert, que está em quarto lugar no quadro geral com 11%, registra 21% de votos entre os apoiadores do presidente da República.

O bolsonarista Bruno Engler (PL), que foi de 12% para 16% na Quest, que disputa os votos da direita com Mauro Tramonte (Republicanos). O radialista está um viés de baixa (de 30% para 27%).

A pesquisa também registrou que Fuad tem sua gestão considerada positiva por 39% dos eleitores e regular por outros 39%. Isso explica a estratégia da campanha do prefeito na TV de focar em obras e evitar o debate nacional.