Direita dividida pode dar duas vagas para esquerda no Senado em São Paulo
Avaliação é do chefe da Paraná Pesquisas; Levantamento mostra Haddad e Marina liderança
O diretor do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, aponta um cenário desfavorável para a direita na disputa pelo Senado Federal em São Paulo.
"O sinal está vermelho para direita na disputa pelo Senado neste momento. A divisão nesse campo pode ajudar a eleger dois nomes da esquerda”, disse Hidalgo à CNN.
Levantamento divulgado nesta quarta-feira (11) pelo instituto mostra que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), lidera com 36,5% das intenções de voto, seguido pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), com 31,3%.
O deputado e ex-secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), aparece em terceiro, com 29,9%, seguido do vice -- prefeito da capital, Ricardo Mello Araújo (PL), com 20,3%.
O deputado Ricardo Salles (Novo) tem 11,5%, à frente dos deputados Paulinho da Força (Solidariedade), com 9,2% e Baleia Rossi (MDB), com 7,2%.
Robson Tuma (Republicanos) tem 5,8%. Brancos e nulos somam 11,2% e indecisos 4,2%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.
A pesquisa foi divulgada no momento em que a direita trava uma disputa pela indicação dos dois nomes que disputarão o Senado na coligação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro exige escolher um nome do PL, que teria direito a uma das vagas.
Não há, porém, consenso na legenda de Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto.
A outra vaga está reservada ao PP, que já indicou Derrite.
Correndo por fora, Salles anunciou que vai disputar o Senado nem que seja de forma independente.



