Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

Eleições: Lula e Pacheco selam aliança em Minas Gerais

PT e PSD estarão juntos em 4 grandes cidades do estado e alinhados na capital

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No momento em que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PDS), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realinham as expectativas no Congresso Nacional, aliados de ambos estão costurando uma aliança em Minas Gerais em quatro grandes cidades do estado e na capital.

Em Belo Horizonte, PT e PSD lançaram nomes próprios - respectivamente o deputado Rogério Correia e o prefeito Fuad Noman - mas há um acordo para o 2° turno.

Em 2022, Noman foi um dos coordenadores da campanha de Lula em Minas Gerais no 2° turno.

“As alianças do PSD e PT em Minas Gerais passam pela relação institucional entre o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, e o presidente Lula. Mas sempre respeitando a realidade de cada município”, disse à CNN o deputado estadual Cássio Soares, presidente do PSD em Minas Gerais e aliado de Pacheco.

No mapa da aliança Lula-Pacheco estão consolidados os seguintes palanques:

Contagem:

PSD apoia Marília Campos, do PT
Juiz de Fora: PSD apoia Margarida Salomão, do PT
Teófoli Otoni: PSD apoia Daniel Sucupira
Divinópolis: PT deve apoiar nome do PSD
BH: PT e PSD têm nomes próprios, mas se uniram contra o bolsonarismo e devem estar juntos no 2° turno

Segundo um interlocutor próximo a Pacheco, as decisões do senador em temas que incomodam o Palácio do Planalto se deram por coerência aos princípios do presidente do Senado.

Um exemplo, segundo essa fonte, é a PEC do Quinquênio, que cria um adicional de 5% ao salário a cada cinco anos, como valorização por tempo de exercício, para agentes públicos de carreiras jurídicas, como juízes, procuradores e defensores públicos. O impacto estimado pela área orçamentária do Senado é de R$ 81,6 bilhões até 2026, se o texto for aprovado.

Advogado e professor de direito, Pacheco avalia que há uma fuga de quadros do mundo jurídico e que magistrados mal remunerados ficam vulneráveis para serem cooptados pelo crime.

O entorno de Pacheco classifica a relação com Lula como “totalmente aberta e tranquila”.