Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

Fontes: Ala bolsonarista interditou estratégia de Zema contra Flávio

Interlocutores dizem que ex-governador teve que recuar de críticas para evitar racha na legenda

Os estrategistas do ex-governador Romeu Zema (Novo) elaboraram um plano de voo para a eleição que previa dividir a artilharia entre o STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A leitura era que apenas 12% do eleitorado estaria fora da polarização e, portanto, seria inevitável travar esse embate.

Após a revelação dos diálogos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Flávio sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, Zema subiu o tom e conseguiu ampliar o engajamento na internet.

Pressionado pelos diretórios do Paraná e Santa Catarina, o comando da campanha teve que recuar.

Segundo uma fonte próxima ao ex-governador, a candidatura “perdeu relevância” nas redes e teve buscar outras agendas em busca do eleitor antipetista, mas que resiste a Flávio.

A avaliação no QG da campanha do Novo é que só uma “hecatombe” pode quebrar a polarização, e o objetivo da candidatura é “nacionalizar” o nome do mineiro.

Essa fonte lembra que em 2022 Simone Tebet (PSB), então no MDB, teve menos de 5% dos votos, mas saiu fortalecida da disputa e com um nome “nacional”.

A pretensão da campanha de Zema é torná-lo relevante no debate nacional e ajudar o partido a eleger uma bancada que supere a cláusula de barreira.

Com Flávio fora do radar de Zema, as campanhas de Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) assumiram a artilharia “à direita” ao filho de Jair Bolsonaro (PL).

O ex-governador de Minas Gerais buscou então se engajar em outras frentes, como a defesa da proibição total das bets e as críticas ao STF.