Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

Kassab manda recados para governo e oposição

Presidente do PSD fez gestos para Lula após filiar Caiado

Gilberto Kassab, presidente do PSD  • Wilson Dias/Agência Brasil
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O presidente do PSD e secretário de Governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), Gilberto Kassab, intensificou recados e gestos públicos logo após oficializar a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido.

Em uma sequência de entrevistas ao longo do dia, o dirigente deixou claro que a ala governista do PSD não será atingida pelo projeto presidencial e que a escolha do candidato da sigla ao Palácio do Planalto será política. Kassab também deu o tom que há um distanciamento da ala mais radical do bolsonarismo.

“Não tem sentido criticar a gestão Lula”, disse Kassab à Folha de S.Paulo. Na sequência, o secretário afirmou que a candidatura do PSD será “moderada” e um “contraponto” a uma proposta mais radical entre a esquerda e a direita.

Nas entrelinhas, Kassab avisou que o PSD quer seguir ocupando espaços na Esplanada dos Ministérios. Hoje são três pastas: Agricultura (Carlos Fávero), Minas e Energia (Alexandre Silveira) e Pesca (André de Paula).

Em outra entrevista, esta para o UOL, Kassab traçou uma linha imaginária para isolar as franjas mais radicalizadas na direita bolsonarista. “Gratidão é uma coisa, submissão é outra”, afirmou.

Fontes do Palácio dos Bandeirantes dizem que o “recado” expressa um sentimento de Tarcísio.

Nas entrevistas, Kassab também descartou prévias no PSD e disse que a decisão sobre o nome escolhido politicamente.

Os movimentos do secretário de Tarcísio visam criar um ambiente favorável à manutenção do PSD como um dos maiores partidos do Brasil. A meta é ousada: saltar de 47 para 80 deputados federais, manter os 14 senadores e eleger 5 governadores.