Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

Maior doador da própria campanha, Cury quer recursos após alta em pesquisas

“Fundo Eleitoral do partido será apenas para deputados”, explica à CNN candidato a vice

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Após se consolidar nas mais recentes pesquisas de intenção de voto como terceiro colocado na disputa presidencial, o escritor Augusto Cury (Avante) busca agora recursos para que sua candidatura possa aprimorar as estruturas.

Pelo combinado entre o presidenciável e a cúpula do Avante, o Fundo Eleitoral será todo utilizado para custear as campanhas para deputado federal, já que o foco da legenda é superar a cláusula de barreira.

Segundo o candidato a vice, Júlio Delgado, o partido reservou apenas R$ 50 mil do Fundo Partidário e a campanha depende de doações de pessoas físicas.

O maior doador até foi o próprio Cury: R$ 150 mil, de um total de R$ 217 mil arrecadados.

“As pessoas não viam perspectiva, mas veem. Apesar disso, o combinado com o partido será mantido e vamos buscar doações”, disse à CNN Júlio Delgado.

A avaliação é que a campanha entrou em outro patamar, e por isso a tendência é que os custos aumentem. O teto das campanhas presidenciais é de R$ 88,9 milhões.

O candidato a vice disse acreditar que Augusto Cury chegará aos 25% em outubro e irá para o 2° turno contra o presidente Lula.

A estratégia, porém, segue sendo a de evitar ataques. “A bolha pode ser furada”, disse Delgado.

O candidato do Avante tinha se programado para fazer um ato na Avenida Paulista no dia 7 de setembro, mas mudou para o Rio de Janeiro para medir forças com Flávio Bolsonaro (PL).

“Não faremos um ato contra o STF, mas pela pacificação do país”, afirmou.