Minicidades: Governo monta força-tarefa para atuar nos 490 abrigos do RS; entenda
Políticos se organizam em força-tarefa para entender as demandas das unidades espalhadas pelo estado

-No momento em que as autoridades registram 69.617 pessoas acolhidas e 337 mil desalojadas, os 490 abrigos montados no Rio Grande do Sul após as enchentes, se tornaram minicidades administradas pelas prefeituras com o auxílio do governo estadual e de voluntários que chegam do Brasil inteiro.
O governador Eduardo Leite (PSDB) designou ao seu vice-governador, Gabriel Souza (MDB), a tarefa de montar uma força-tarefa para percorrer os abrigos e fazer um inventário com as demandas de cada unidade, sendo que a maior delas está na Ulbra, em Canoas, com 7 mil pessoas.
Os integrantes do Grupo Intersetorial de Apoio e Assistência aos acolhimentos municipais emergenciais estão visitando os abrigos desde quinta-feira (9).
Os primeiros locais percorridos foram o Centro Vida e o Ginásio da Brigada Militar, ambos em Porto Alegre.
Os secretários de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, e da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Fabricio Peruchin, acompanharam o grupo que teve representantes da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab), da Secretaria da Saúde (SES) e da Diretoria de Assistência Social da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).
Logística para atendimento de necessidades básicas
Segundo fontes do governo, a administração dos abrigos exige uma logística complexa de alimentação, alojamentos, roupas e atendimento psicológico de saúde.
“A força-tarefa tem o intuito de auxiliar os municípios com abrigos temporários para garantir o suporte necessário às pessoas em situações de emergência. É uma união de esforços para oferecer um ambiente seguro e acolhedor para aqueles que mais precisam”, explicou o secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel.
Já foram entregues pelo governo estadual dez banheiros químicos e três contêineres com sanitários e chuveiros no abrigo da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas.
Atualmente, o espaço conta com cerca de 6 mil pessoas. A articulação foi realizada pela Sehab junto a empresas do ramo da construção civil, na forma de empréstimo.
Na próxima semana, mais contêineres devem ser entregues. Um plano de aquisição em larga escala está em elaboração, para destinar módulos sanitários a mais abrigos em todo o Estado.
A prefeitura de Porto Alegre criou ainda 5 abrigos para famílias atípicas, que tem pessoas com espectro autista ou síndrome de down e precisam estar em locais adequados e sem muito barulho.
A força-tarefa terá uma reunião diária de monitoramento com as diferentes pastas envolvidas para vistoriar os abrigos de forma conjunta e colaborativa.



