Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

Sindicato de delegados critica falta de escolta para Ferraz; governo rebate

Segundo a SSP, delegado executado não teria pedido escolta

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O Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Estado de São Paulo criticou, em nota enviada à CNN, a ausência de escolta para o ex-delegado geral da corporação, Ruy Ferraz Fontes, que foi assassinado na noite de segunda-feira (15), em Praia Grande.

Jurado de morte pelo PCC, o ex-delegado foi morto a tiros, com mais de 20 disparos.

“O lamentável e gravíssimo crime contra a vida do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes expõe a falta de cuidado com que os policiais civis são tratados pelo governo estadual, inclusive aqueles que um dia ocuparam a alta cúpula da segurança pública, como foi o caso”, disse a presidente do Sindicato, Jacqueline Valadares.

Ainda segundo a dirigente da categoria, é possível encontrar falas recentes do ex-delegado-geral expondo que não possuía nenhum tipo de aparato de proteção, mesmo com seu histórico como chefe da maior Polícia Civil do País e anos de combate direto ao PCC, inclusive sofrendo ameaças de morte pela organização criminosa.

“Infelizmente, é comum que o Estado se esqueça dos seus policiais civis após a aposentadoria e não ofereça nenhum tipo de apoio”, disse a presidente do Sindicato.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo rebateu as críticas.

“A Polícia Civil esclarece que o Delegado Geral de Polícia e Delegado Adjunto possuem, durante o exercício das funções, corpo próprio de segurança para desempenho do trabalho. Após o cargo, ex-delegados podem solicitar a escolta, mas tal solicitação não foi formulada”, disse a pasta.

Também alvo do PCC, o promotor Lincoln Gakiya, do MPSP, conta com um aparato de segurança, mas apenas até sua aposentadoria.

No Congresso Nacional tramitam projetos para garantir a segurança de agentes públicos que combatem o crime organizado.