Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

Análise: Lula subestimou Senado ao optar por Messias em vez de Pacheco

Senadores dizem que presidente teria rompido acordo com a Casa

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A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de indicar o advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) foi tomada no momento em que o governo vivia um bom momento após os embates com Donald Trump em torno das tarifas.

Na ocasião, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avisou que o nome preferido da Casa era o de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

No momento em que acreditava em uma reeleição tranquila, o presidente ignorou o alerta, que foi tratado como um “capricho” contornável de Alcolumbre.

A formalização do AGU foi procrastinada até os líderes governistas apresentarem um placar equivocado ao Palácio do Planalto: entre 45 e 49 votos favoráveis (são necessários 41).

Alcolumbre saiu de cena, mas seus aliados já diziam que esse número estava fora da realidade e previam entre 35 e 39 votos favoráveis.

Os governistas acreditavam que Alcolumbre entraria em cena a favor do governo, já que o senador mantém indicados em cargos-chave na administração.

Perplexos, os interlocutores do Palácio do Planalto agora preparam uma autocrítica e vislumbram cenários.

Um deles é indicar Rodrigo Pacheco para resgatar a governabilidade.