Análise: Lula subestimou Senado ao optar por Messias em vez de Pacheco
Senadores dizem que presidente teria rompido acordo com a Casa
A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de indicar o advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) foi tomada no momento em que o governo vivia um bom momento após os embates com Donald Trump em torno das tarifas.
Na ocasião, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avisou que o nome preferido da Casa era o de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
No momento em que acreditava em uma reeleição tranquila, o presidente ignorou o alerta, que foi tratado como um “capricho” contornável de Alcolumbre.
A formalização do AGU foi procrastinada até os líderes governistas apresentarem um placar equivocado ao Palácio do Planalto: entre 45 e 49 votos favoráveis (são necessários 41).
Alcolumbre saiu de cena, mas seus aliados já diziam que esse número estava fora da realidade e previam entre 35 e 39 votos favoráveis.
Os governistas acreditavam que Alcolumbre entraria em cena a favor do governo, já que o senador mantém indicados em cargos-chave na administração.
Perplexos, os interlocutores do Palácio do Planalto agora preparam uma autocrítica e vislumbram cenários.
Um deles é indicar Rodrigo Pacheco para resgatar a governabilidade.



