Atraso no “dízimo” vira arma em disputa pelo PT de Minas
Deputada federal Dandara Tonantzin foi excluída da eleição interna do partido após atrasos no pagamento da contribuição partidária obrigatória

A Executiva Nacional do PT vai julgar, nesta terça-feira (1º), o recurso da deputada federal Dandara Tonantzin, que foi excluída da disputa pela presidência estadual do partido em Minas Gerais devido ao atraso no pagamento da contribuição partidária obrigatória.
O pagamento do “dízimo” sobre os vencimentos dos filiados é uma exigência estatutária. Quem não está em dia com a contribuição não pode disputar cargos de direção em nenhuma instância.
Em meio a uma disputa acirrada pelo comando do PT mineiro, Dandara contraiu um empréstimo de R$ 130 mil para quitar a dívida acumulada, mas perdeu o prazo por alguns dias.
Em seu recurso, a deputada alegou problemas no trâmite bancário para justificar o atraso.
O argumento não convenceu o grupo adversário, liderado pela deputada estadual Leninha, aliada da tesoureira nacional do PT, Gleide Andrade.
Dandara, por sua vez, é próxima do deputado Reginaldo Lopes, vice-líder do governo na Câmara.



